China liberta monge preso por colaborar com documentário sobre o Tibete

China liberta monge preso por colaborar com documentário sobre o Tibete

Atualizado em 21/10/2008 às 13:10, por Redação Portal IMPRENSA.

Após sete meses de detenção, sob a acusação de colaborar com a realização de um documentário sobre o Tibete como operador de câmara, o monge budista Jigme Gyatso foi libertado pelas autoridades chinesas na última semana.

A produtora Filming for Tibet, responsável pelo documentário, informou que "os torturadores lhe bateram continuamente e o penduraram pelos pés no teto durante horas, mantendo-o atado durante dias na cadeira de interrogatório".

O monge ajudou o documentarista Dhondup Wangchen, que continua detido, informou o Sindicato dos Jornalistas de Portugal. A organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF) declarou estar indignada com as informações sobre a tortura.

Segundo a RSF, apesar das regras mais relaxadas em relação à reportagens na China, o Governo "impediu quaisquer relatos sobre a situação no Tibete e muitos dissidentes foram detidos", criando "um clima de medo nas cidades e nos mosteiros".

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