Chico Lang fala sobre a cobertura do futebol no Brasil
Chico Lang fala sobre a cobertura do futebol no Brasil
O jornalista Chico Lang, comentarista do departamento de esportes da TV Gazeta, além de integrante do programa Mesa Redonda, também exibido na emissora, comenta, em entrevista à Revista Imprensa, a transmissão do futebol no Brasil.
Revista IMPRENSA - Como você avalia, em linhas gerais, a transmissão do futebol no Brasil?
Chico Lang – A transmissão do esporte se transformou em um show, com equipamentos sofisticados e eu posso dizer que é feita uma ótima transmissão. A Globo, por exemplo, coloca de oito a dez câmeras em campo durante o jogo. Hoje, você acompanhar detalhes do jogo, ouvir os sons do estádio, acompanhar vários ângulos. Esta riqueza de detalhes faz com que a transmissão se transforme em um show mesmo, muito atraente ao espectador.
Revista IMPRENSA - Você acredita na paixão durante a cobertura do futebol ou ela deve seguir um padrão mais tradicional?
Chico Lang – Mostrando na TV, acho que se deve partir do princípio de que “uma imagem vale mais do que mil palavras” e relatar o que está acontecendo em campo, sem uma transmissão passional. Quando se trata de rádio e jornais, aí é opcional, mas a o ideal seria que saísse do trivial, fossem opinativos, com vários relatos, para poder levara a emoção do jogo a quem não pôde assistir.
Revista IMPRENSA – A cobertura do futebol nos jornais diários é bairrista?
Chico Lang – Caso o jornal seja de circulação local, é normal que seja bairrista, pois vai dar mais ênfase aos times de sua região, mas sendo um jornal de circulação nacional, deve haver a preocupação em se falar de todos os times, dar uma visão global.
Revista IMPRENSA - Quais são os quesitos básicos para uma boa transmissão de futebol?
Chico Lang – É fundamental que haja um bom narrador, seja em rádio ou TV. No rádio, na minha opinião, estão escassos os bons narradores. Falta estilo e originalidade, parece que a maioria tenta imitar o Osmar Santos. Há grandes nomes, que merecem muito respeito, mas há falta de novos talentos.
Revista IMPRENSA – O leitor, telespectador, se interessa pelo aspecto político do futebol? Eleição de cartolas, projetos de Lei em andamento, isso chama a atenção do amante do esporte?
Chico Lang – Eu creio que não. Os cartolas não são um espetáculo e eles, na minha opinião, não interferem em nada no espetáculo. O torcedor quer saber do ídolo do seu time, dos bons jogadores, do resultados dos jogos e da jogada mais bonita.






