Censura foi substituída por "clima de medo" e autocensura de jornalistas, diz CPJ
Censura foi substituída por "clima de medo" e autocensura de jornalistas, diz CPJ
O relatório "Ataques à imprensa em 2008", divulgado nesta terça-feira (10) pelo Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ), aponta que a censura impetrada por governos e grupos armados para dificultar o trabalho da imprensa foi substituída pelo "clima de medo".
Com 314 páginas e prólogo do jornalista norte-americano Carl Bernstein - um dos protagonistas do célebre caso Watergate - o relatório diz que as ameaças à independência de canais de TV por satélite no Oriente Médio e o modelo chinês de controle da imprensa contribuem para este clima.
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| Carl Bernstein |
O documento enfatiza, segundo a agência de notícias Efe, a situação dos profissionais da imprensa na América Latina. "Poderosos traficantes de drogas no México e nas favelas brasileiras, paramilitares na Colômbia e quadrilhas violentas em El Salvador e Guatemala aterrorizam a imprensa", diz a CPJ.
Para a entidade, "os assassinatos, sequestros e agressões causaram uma autocensura generalizada na América Latina". Segundo Bernstein, os jornalistas de países em desenvolvimento apresentam um heroísmo que os que trabalham em Washington, Londres, Paris ou Montevidéu não têm necessidade de mostrar".
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