A decisão foi tomada nesta quarta-feira (8), pela juíza Jaiza Maria Pinto Fraxe, da 1ª Vara Federal Cível da Seção Judiciária do Amazonas. Segundo a Unijava e a DPU, helicópteros não estavam sendo empregados nas buscas. Crédito: Reprodução
Outro indício da falta de empenho do governo federal pode ser observado nesta terça-feira (7), quando o presidente Jair Bolsonaro, provavelmente sem consciência da dimensão internacional do caso, insinuou de maneira desastrosa para a imagem do país que o jornalista e o indigenista seriam responsáveis pelo próprio desaparecimento, pois fizeram uma "aventura" "não recomendável".
Em 2019, jornalista "levou esporro" de Bolsonaro
Já nesta quarta-feira (8), a imprensa revelou um vídeo de 2019 mostrando o jornalista Dom Phillips fazendo uma pergunta sobre desmatamento na Amazônia ao próprio Bolsonaro. O vídeo viralizou nas redes de apoio do presidente, pois mostra Bolsonaro respondendo o colaborador do Guardian de forma agressiva.
“Primeiro você tem que entender que a Amazônia é do Brasil, não é de vocês. A primeira resposta é essa daí, tá certo?"
À Folha de S. Paulo, Andrew Fishman, jornalista inglês que também atua no Brasil, revelou que a viralização do vídeo abalou Phillips à época, pois tornou-o conhecido em "toda a Amazônia" como o "jornalista que levou um esporro do Bolsonaro".
Bruno Pereira e Dom Phillips foram vistos pela última vez no dia 5 de junho, quando voltavam de uma expedição jornalística em uma região tensa do estado do Amazonas, próxima a área de fronteira. Eles desapareceram ao fazer o trajeto entre a comunidade Ribeirinha São Rafael e a cidade de Atalaia do Norte, na região do Vale do Javari. Phillips estava apurando informações para uma livro sobre a Amazônia.


