"CartaCapital" é condenada a indenizar Gilmar Mendes por ofensas em reportagens
A revista CartaCapital e os jornalistas Mino Carta e Leandro Fortes chegaram a um acordo com o ministro Gilmar Mendes para pagar mais de R$ 500 mil de indenização por terem ofendido o político em uma série de reportagens.
Atualizado em 07/10/2015 às 10:10, por
Redação Portal IMPRENSA.
Mino Carta e Leandro Fortes chegaram a um acordo com o ministro Gilmar Mendes para pagar mais de R$ 500 mil de indenização por terem ofendido o político em uma série de reportagens.
Crédito:Agência Brasil Gilmar Mendes receberá R$ 500 mil de indenização da revista e do jornalista
De acordo com o ConJur, Mendes disse que destinará o dinheiro ao financiamento de bolsas estudantis. Ele havia questionado cinco reportagens da publicação, nas quais foi apontado como contraventor e teve o nome relacionado a crimes que não cometeu.
O ministro foi mencionado como um dos beneficiários da "lista de Furnas", documento falsificado que relacionou pessoas que teriam recebido valores a um esquema desonesto. A CartaCapital citou o político quando os autores do arquivo já haviam sido condenados por falsificação.
O juiz Hilmar Castelo Branco Raposo Filho, da 21ª Vara Cível de Brasília, destacou o direito à informação, mas ponderou que os textos devem levar em consideração princípios éticos. Para ele, ao dizer que Mendes é réu, o jornalista Leandro Fortes insinuou que ele era processado pelos fatos.
A editora responsável pela publicação e o diretor de redação foram condenados por um editorial publicado em 2012. O juiz observou que a revista sentenciou o ministro como contraventor, sem ouvi-lo.
Ao avaliar o caso, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal manteve o valor das indenizações e condenou a CartaCapital e os jornalistas por outras duas notícias que, em primeira instância, não motivaram a condenação.
Após chegar o trânsito em julgado — decisão judicial da qual não se pode mais recorrer —, a revista, os jornalistas e o ministro chegaram a um acordo para o pagamento da pena, que, com correção monetária, chegou a R$ 507 mil, divididos em dez parcelas.
Crédito:Agência Brasil Gilmar Mendes receberá R$ 500 mil de indenização da revista e do jornalista
De acordo com o ConJur, Mendes disse que destinará o dinheiro ao financiamento de bolsas estudantis. Ele havia questionado cinco reportagens da publicação, nas quais foi apontado como contraventor e teve o nome relacionado a crimes que não cometeu.
O ministro foi mencionado como um dos beneficiários da "lista de Furnas", documento falsificado que relacionou pessoas que teriam recebido valores a um esquema desonesto. A CartaCapital citou o político quando os autores do arquivo já haviam sido condenados por falsificação.
O juiz Hilmar Castelo Branco Raposo Filho, da 21ª Vara Cível de Brasília, destacou o direito à informação, mas ponderou que os textos devem levar em consideração princípios éticos. Para ele, ao dizer que Mendes é réu, o jornalista Leandro Fortes insinuou que ele era processado pelos fatos.
A editora responsável pela publicação e o diretor de redação foram condenados por um editorial publicado em 2012. O juiz observou que a revista sentenciou o ministro como contraventor, sem ouvi-lo.
Ao avaliar o caso, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal manteve o valor das indenizações e condenou a CartaCapital e os jornalistas por outras duas notícias que, em primeira instância, não motivaram a condenação.
Após chegar o trânsito em julgado — decisão judicial da qual não se pode mais recorrer —, a revista, os jornalistas e o ministro chegaram a um acordo para o pagamento da pena, que, com correção monetária, chegou a R$ 507 mil, divididos em dez parcelas.





