Caminhos da Apuração: A trilha do furo
Caminhos da Apuração: A trilha do furo
Repórteres que construíram a carreira em investigações jornalísticas contam como construir o caminho para se chegar a uma boa matéria exclusiva, utilizando ferramentas ao alcance de sua mão, como o Diário Oficial , um computador e uma fonte no Judiciário
S e 2005 foi um ano de cão, os melhores trabalhos da imprensa são dignos de perdigueiro. Entre matérias declaratórias, testemunhais, investigativas, flagrantes, sóbrias ou etílicas, foram os jornalistas investigativos que desnudaram os fatos que provocaram terremotos, em especial na área política. Aliás, vale lembrar que nunca as editorias de política e polícia estiveram tão próximas. Foram dólares - na cueca, na caixa de uísque, no avião da Igreja Universal do Reino de Deus, em malas, no exterior -, vimos Paulo Maluf e seu filho na cadeia, e a Daslu inaugurada e investigada, para lembrar alguns dos fatos que fizeram o ano.
Uma matéria - do jornalista Policarpo Jr., da Veja - acendeu o estopim, com uma denúncia sobre propinas nos Correios, da grave crise que estaria por vir. E uma entrevista concedida à Renata Lo Prete, da Folha de S.Paulo - que venceu o Prêmio Esso de Jornalismo - incendiou de uma vez por todas não só os políticos, mas a opinião pública no Brasil. Para conseguirem tais matérias, os jornalistas fizeram uso de uma extensa agenda de contatos e, obviamente, muita apuração.
Nos EUA, a discussão girou em torno do sigilo de fonte. A jornalista Judith Miller, do The New York Times , passou 80 dias na prisão por se recusar a delatar sua fonte em uma matéria que revelara o nome de um agente da CIA. Matthew Cooper, da revista Times , escapou da prisão por ceder às pressões e revelar sua fonte. Este assunto ganhou mais força no Brasil, quando o procurador da República Bruno Caiado Acioly pediu, em novembro de 2005, à 10ª Vara da Justiça Federal, em Brasília, a quebra do sigilo telefônico de dois jornalistas da revista Veja e um de O Estado de S. Paulo para aprofundar investigações do caso Marka-FonteCindam.
Leia a matéria completa na edição 209 (janeiro-fevereiro) de Imprensa





