Caio Túlio Costa fala, em editorial, sobre a saída de Paulo Henrique Amorim do IG

Caio Túlio Costa fala, em editorial, sobre a saída de Paulo Henrique Amorim do IG

Atualizado em 24/03/2008 às 13:03, por Redação Portal IMPRENSA.

Caio Túlio Costa, diretor presidente do iG, comentou na última sexta-feira (21) a rescisão do contrato do portal com o jornalista Paulo Henrique Amorim, do site "Conversa Afiada".

Na tarde da última terça-feira (18), "Conversa Afiada" foi retirado do ar pelo iG sem qualquer aviso prévio. Os motivos apontados como responsáveis pelo rompimento de contrato, segundo fontes da empresa, seriam a baixa receita gerada pela página, aliada a sua baixa audiência. O site alega, ainda, que a ação faz parte de uma reestruturação de suas páginas e revisão de alguns contratos.

Durante toda a semana passada, a notícia repercutiu em blogs de jornalistas, como no "Viomundo", do Luiz Carlos Azenha, no "projetobr", do Luis Nassif, e no de Reinaldo Azevedo, em seu blog na Veja Online. Mino Carta, diretor de redação da revista CartaCapital , retirou seu blog do iG em solidariedade a Paulo Henrique Amorim.

Mario Vitor Santos, ombudsman do iG, também comentou a notícia no "Blog do Ombudsman". Até a manhã da última quarta-feira (19), ele havia recebido 53 e-mails de leitores a respeito do cancelamento do "Conversa Afiada". Santos afirmou que o leitor do iG foi surpreendido com a retirada do ar do site de Amorim.

O ombudsman confirmou a explicação oficial do iG, noticiada com exclusividade pelo Portal IMPRENSA. "Oficialmente, a assessoria de imprensa informa que 'o contrato foi rescindido pelo iG e que todas as cláusulas rescisórias foram atendidas'. Diz o iG que vem fazendo uma reestruturação do portal, o que inclui 'a rescisão de contratos desvantajosos para a empresa'. Era o caso do site de Paulo Henrique Amorim, o qual, segundo o iG, não trazia 'receita nem audiência'", afirmou Santos.

Em editorial, Caio Túlio Costa afirmou que "com o passar do tempo, os custos do contrato e as condições de mercado tornaram inviável a sua manutenção. Tomada a decisão, todas as condições rescisórias foram atendidas e o jornalista devidamente indenizado".

Além da rescisão do contrato, Luiz Carlos Azenha, no "Viomundo", informou que o Amorim e funcionários ligados ao "Conversa Afiada" teriam sido proibidos de acessar os dados do site assim que ele saiu do ar.

Na noite de quarta-feira, Paulo Henrique Amorim obteve um mandado de busca e apreensão, que lhe deu direito de acesso aos arquivos do site que estão nos computadores do portal IG.

Sobre isso, o diretor presidente do iG afirmou que "aos funcionários do Conversa Afiada, presentes na sede do iG no momento em que foi despachada a notificação de rescisão e retirado da rede o site, foi facultada a possibilidade de levar embora os materiais necessários, mas não o fizeram".

Para ele, "Paulo Henrique Amorim preferiu agir sob força de um mandado de busca e apreensão para retirar seus pertences e copiar o arquivo do seu site, o que poderia ter feito sem precisar de recurso judicial".

Caio Túlio Costa declarou que "descontinuar colaborações faz parte da vida das empresas e da vida dos jornalistas". Ele lembrou que Paulo Henrique já passou por empresas como a Editora Abril, Jornal do Brasil , TV Globo, TV Bandeirantes, TV Cultura e UOL. "Suas colaborações, evidentemente, cessaram quando ele partiu. Não podia ser diferente no iG", reiterou.

O diretor presidente do iG termina o editorial dizendo que "o iG não abre mão da sua independência e da necessidade de manter-se uma empresa equilibrada e saudável, e segue firme na determinação de ser um portal que aposta na pluralidade de opiniões, no respeito à liberdade de expressão e no protagonismo dos internautas".

Foto: ABI

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