Britânicos não leem contrato e aceitam trocar filho por wi-fi grátis

Londrinos aceitam a cláusula de Herodes, que define que os usuários devem entregar o seu primogênito “pela eternidade” para acessar a rede.

Atualizado em 02/10/2014 às 19:10, por Redação Portal IMPRENSA.

Um experimento realizado pelo Instituto Britânico de Pesquisa da Cibersegurança revela que seis londrinos concordaram em trocar seus filhos primogênitos por wi-fi grátis. A situação inusitada foi registrada para mostrar que os ingleses precisam ler atentamente aos contatos de acesso que aceitam ao utilizar dispositivos móveis. Os pontos de internet do estudo foram montados em julho.
Crédito:Dreamstime Adultos não leram contrato e concordaram em doar filho mais velho
Segundo a Folha de S.Paulo , os termos e condições para se conectar incluía a chamada “cláusula de Herodes”, que estabelece que o usuário precisa entregar o seu primogênito caso deseje prosseguir com o acesso à web. O tópico faz menção ao governador da Judeia na época em que Jesus nasceu.
Ao receber essa notícia, Herodes ordenou que todos os meninos com menos de dois anos, que estavam em Belém ou nos arredores, fossem mortos. O objetivo do levantamento era alertar para os problemas de segurança que o uso de uma rede de internet gratuita pode trazer. Patrocinadora da ação, a F-Secure conta que o termo polêmico foi retirado depois, para continuidade do experimento.
O estudo revela que o fluxo de informações também deve ser colocado em análise. Foi possível identificar que, entre os usuários que acessaram a rede pública, 33 teriam enviado ativamente e-mail. Com os dados em circulação, os pesquisadores poderiam ver o nome de usuário e a senha de cada conta pessoal que foi utilizada pelo roteador da pesquisa. Portanto, a segurança deve ser reforçada.
Outros dados mais comuns podem ser utilizado por hackers. Mesmo quando não estão conectados a uma rede pública, os dispositivos móveis revelam, em média, os últimos 19 pontos de acesso aos quais se conectaram anteriormente. "Indivíduos podem ser precisamente identificados utilizando apenas os últimos quatro pontos de acesso onde eles fizeram login" informa o relatório da F-secure.
Número de registro do aparelho e sites visitados são tópicos relevantes e que causariam problemas para quem perdesse para uma pessoa mal intencionada. Com os resultados obtidos, o experimento acredita que é preciso haver mais orientação sobre a responsabilidade e os riscos que se pode correr ao utilizar um wi-fi sem proteção, ainda mais quando este for de origem desconhecida ao usuário.
Para Sean Sullivan, consultor da F-Secure, as pessoas estão "pensando no wi-fi como um lugar, não como uma atividade". "Se você não acessa o wi-fi desprotegidamente em casa, por que você o faria em público?". O especialista avalia que os usuários devem utilizar softwares que criptografam os dados enviados e recebidos dos dispositivos móveis como uma forma de se proteger de tais perigos.
Uma alternativa, de acordo com Sullivan, é desligar o wi-fi em público ou quando se está perto de redes não confiáveis. Outra, seria deletar os pontos anteriormente acessados pelo seu aparelho.