BNDES pretende manter o poder sobre a "supertele"

BNDES pretende manter o poder sobre a "supertele"

Atualizado em 11/02/2008 às 09:02, por Redação Portal IMPRENSA.

O BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social) reduzirá sua participação no capital da Telemar Participações. No entanto, compensará essa diminuição com um instrumento híbrido de renda fixa e variável que se dará pela valorização da nova empresa que se formará a partir da compra da Brasil Telecom pela Telemar.

Essa "compensação" não se dará necessariamente pelo mesmo valor, mas o BNDES quer ter o poder que possui hoje na Telemar sobre a chamada "supertele". Uma fonte declarou que não é preciso ter tanta participação para ter o mesmo poder.

O instrumento híbrido que será utilizado para a concessão dos recursos pelo BNDES não é novo, é corriqueiro no financiamento à inovação e é do tipo usado quando o banco financiou o grupo Vicunha, de Benjamin Steinbruch, para assumir o controle da CSN no descruzamento de ações da siderúrgica com a Vale do Rio Doce em 2001. A instituição financeira ficou com debêntures permutáveis em ações da CSN e em 2005 as trocou por uma participação de 6% no capital total da siderúrgica, tendo um lucro que superou em muito o crédito concedido originalmente.

De acordo com informações da Agência Estado, em caso de não-valorização da nova empresa, o pagamento das debêntures deve se dar por uma taxa fixa, superior à Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) e ao custo médio de captação pelo banco.

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