Bloqueio de sites em Pequim visa proteger o que é de "interesse nacional"
Bloqueio de sites em Pequim visa proteger o que é de "interesse nacional"
Em declaração à imprensa, nesta quinta-feira (31), o Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos defendeu sua posição a favor da censura parcial de acesso à internet pelos jornalistas que fazem a cobertura do evento. Segundo informado pelo porta-voz do comitê, Sun Weide, a censura se limita a "informação ilegal", sob alegação do governo de proteger o que prejudica o que é de "interesse nacional".
O Clube de Correspondentes Estrangeiros na China (FCCC, em inglês) condenou, ainda nesta quinta, a postura do Governo Chinês, pedindo a suspensão dos bloqueios. "Os controles do Governo na internet são contrários às promessas do COI de que a imprensa poderia trabalhar com as mesmas facilidades que nos Jogos anteriores", destacou um comunicado do FCCC.
O Comitê Organizador havia prometido ao Comitê Olímpico Internacional que suspenderia a censura na internet pelo menos durante os Jogos, mas os responsáveis da própria entidade esportiva admitiram, na última quarta-feira (30), que só puderam garantir o não-bloqueio dos sites com temas diretamente relacionados aos Jogos Olímpicos.
Weide ainda declarou que "se o acesso a poucos sites é difícil, é porque propagam conteúdo proibido pela lei chinesa, que regula a internet". Segundo o porta-voz, a China dará informação suficiente para que os jornalistas estrangeiros nos Jogos possam fazer seu trabalho. "Milhares de jornalistas que visitarem Pequim experimentarão agora a censura que os repórteres e internautas na China têm que suportar a cada dia", criticou o FCCC.
A Casa Branca também lamentou a decisão de impedir que jornalistas estrangeiros tenham acesso a um grande número de páginas da internet durante as Olimpíadas. "O presidente George W. Bush tem dito há tempos aos líderes chineses que a China não tem razões para temer o acesso pleno à internet ou a liberdade de imprensa, a liberdade religiosa e o respeito aos direitos humanos", disse a porta-voz da presidência norte-americana, Dana Perino.
Outro argumento das autoridades chinesas para justificar a censura é o de que ela é necessária para o combate à pornografia. Segundo a agência oficial de notícias Nova China, em notícia publicada na última quarta, o governo comunista "convenceu" vários sites a "limpar" suas páginas, retirando o conteúdo considerado "erótico".
Com informações da EFE, Reuters e AP
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