Betina Humeres é premiada no 12º "Troféu Mulher IMPRENSA"

No último dia 10 de julho, o Teatro Sérgio Cardoso, em São Paulo, foi palco da 12ª edição do "Troféu Mulher IMPRENSA", que desde 2

Atualizado em 14/07/2017 às 11:07, por Valéria Soares e  aluna da Fapcom.

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No último dia 10 de julho, o Teatro Sérgio Cardoso, em São Paulo, foi palco da 12ª edição do "Troféu Mulher IMPRENSA", que desde 2005 é realizado anualmente pelo Portal IMPRENSA. A iniciativa visa homenagear as profissionais que se destacam no jornalismo, profissão que, conforme lembrado pelas 15 vencedoras da noite (com exceção de Cecília Malan e Vera Magalhães que não estiveram presentes) ainda é machista.

Crédito:Edwaldo Costa e Heron Marques Betina Humeres, no Teatro Sérgio Cardoso (SP), antes do início da cerimônia de entrega dos prêmios

Com sala lotada de familiares, admiradores e comunicólogos, sobressaíram-se, mais uma vez, as experientes Eliane Brum ( El País Brasil ) Joyce Pascowitch (Glamurama), Adriana Carranca ( O Globo e O Estado de S.Paulo ), Eliane Cantanhêde ( O Estado de S.Paulo ); e as que foram premiadas pela primeira vez, caso do projeto jornalístico “AzMina”, Mari Palma (G1), Carla Bigatto (BandNews) e Betina Humeres ( Diário Catarinense ).


Natural de Santa Catarina, Betina, que concorreu a categoria de Fotojornalista com Aline Oliveira ( Correiro do Povo ), Elvira Alegre (Independente), Gabriela Biló ( O Estado de S.Paulo ) e Marlene Bergamo ( Folha de S.Paulo ), frisa o fotojornalismo no momento atual, no qual qualquer pessoa pode registrar acontecimentos em fotos e vídeos. "Apesar de parecer o contrário, acho que essa facilidade dá visibilidade ao nosso trabalho. Eu já sou da geração da internet, mas colegas anteriores a mim ficavam muito restritos ao jornal e, atualmente, a internet tem um alcance muito maior, então não é só a minha região que vai ter acesso ao meu material, isso amplia as possibilidades", comenta.


Para a profissional, que recebeu o primeiro prêmio da carreira, o fotojornalismo também está mudando e abrindo espaço para as mulheres. "A foto sempre foi mais ocupada por homens, independente de ser fotojornalismo ou não, e acho que ainda é. Atualmente tem muitas mulheres trabalhando com fotografia, mulheres muito competentes e talentosas. Mas falta, talvez, o encorajamento para entender que o fotojornalismo, assim como as outras áreas, não é 'coisa de homem', mas é, independente do gênero, de quem tem talento".


Há quem diga que o jornalismo está morrendo, como lembrou o diretor de IMPRENSA, Sinval de Itacarambi Leão, durante o discurso que antecedeu o prêmio, mas contrariando tais perspectivas, as 17 profissionais premiadas durante o "Troféu Mulher IMPRENSA" de 2017 mostraram e provam diariamente o porquê de o jornalismo estar vivo, forte e muito bem representado.