BBC planeja migrar canais para o meio online; emissora quer reduzir custos

A emissora pública britânica BBC quer desenvolver um canal de notícias online. O objetivo é reduzir os custos. Atualmente, a empresa gasta 750 milhões de euros na taxa de licença livre para pessoas com mais de 75 anos, informou o jornal britânico The Guardian .

Atualizado em 08/07/2015 às 11:07, por Redação Portal IMPRENSA.

desenvolver um canal de notícias online. O objetivo é reduzir os custos. Atualmente, a empresa gasta 750 milhões de euros na taxa de licença livre para pessoas com mais de 75 anos, informou o jornal britânico The Guardian .
Crédito:Reprodução Emissora tende a migrar conteúdo da TV para o meio online
A medida é semelhante à pensada para tirar a BBC3 e movê-la para a internet, visando poupar 60 milhões de euros anuais. O plano para executar a mudança havia sido anunciado pelo diretor-geral da empresa, Tony Hall, em maio do ano passado.
A emissora passou a discutir como será o seu jornalismo no futuro desde o ano passado. A empresa se propôs a olhar para a indústria de notícias como um todo. Foram colhidos pontos de vista e ideias dentro e fora do canal.
O que os novos dispositivos, redes e plataformas nos permitem fazer? Como as organizações de mídia devem relatar fatos e contar histórias e o que, de fato, vai contar como uma história? E onde e como as pessoas vivem no Reino Unido e em todo o mundo? O que vão querer e o que esperam do noticiário? Essas foram algumas questões discutidas pelo canal.
Na última quinta-feira (2/7), a BBC anunciou o corte de mais de mil vagas. A rede afirmou que a medida é tomada para lidar com a crescente migração dos telespectadores para a internet. Também citou um inesperado aumento no número de residências que não têm TV.
O governo do Reino Unido congelou a taxa de licenciamento desde 2010, o que restringe o orçamento da BBC, em um momento de austeridade nos gastos pelos serviços públicos. Com os cortes, a empresa economizará 50 milhões de libras ao ano, em grande medida das áreas de gerenciamento e suporte, como marketing e finanças, bem como com a fusão de departamentos de tecnologia.