Balança comercial brasileira da indústria gráfica tem déficit de US$ 727 mil em fevereiro

Balança comercial brasileira da indústria gráfica tem déficit de US$ 727 mil em fevereiro

Atualizado em 19/03/2009 às 15:03, por Redação Portal IMPRENSA.

A balança comercial da indústria gráfica no mês de fevereiro fechou negativa em US$ 727 mil, confirmando uma tendência observada mensalmente desde agosto de 2007. Segundo o Departamento de Estudos Econômicos (Decon) da Associação Brasileira da Indústria Gráfica (Abigraf), as importações alcançaram US$ 15,6 milhões e as exportações, US$ 14,8 milhões.

Comparado com o mesmo mês de 2008, de acordo com dados da Secretaria do Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, as importações diminuiram 46,8% em fevereiro. Em relação a janeiro de 2009, caíram 36%.

No que se refere às exportações em fevereiro, houve queda de 28,9% em relação ao mesmo mês do ano passado. Comparado com janeiro de 2009, cresceram 6,7%.No âmbito das importações, os segmentos responsáveis pelo maior ingresso de produtos impressos foram editorial (US$ 7,7 milhões), embalagem (US$ 3,1 milhões), cartões impressos (US$ 1,9 milhão), impressos promocionais (US$ 1,6 milhão) e etiquetas (US$ 675 mil).

Nas exportações, os segmentos que mais contribuiram com o resultado, foram embalagens (US$ 5,3 milhões), cartões impressos (US$ 3,3 milhões), cadernos (US$ 2 milhões), produtos editoriais (US$ 1,9 milhão), impressos promocionais (US$ 1,3 milhão) e etiquetas (US$ 703 mil).

No acumulado dos dois primeiros meses do ano, o saldo da balança comercial da indústria gráfica está negativo em US$ 11,2 milhões (importações de US$ 40 milhões, e exportações de US$ 28,8 milhões); e no acumulado nos últimos 12 meses, o déficit é de US$ 105,2 milhões.

Para o presidente da Abigraf, Alfried Karl Plöger, as gráficas brasileiras enfrentam condições de extrema desigualdade em relação às concorrentes do exterior. "Pagamos impostos muito mais elevados e os juros mais altos de todos os continentes na contratação de financiamentos, além dos pesados encargos sociais e o preço dos insumos, invariavelmente maiores do que na maioria dos países".

Segundo Plöger, tais problemas têm-se agravado com a crise mundial, pois o preço, num cenário recessivo, torna-se um diferencial competitivo ainda mais relevante. "Nosso déficit comercial somente não é maior graças ao elevado patamar de qualidade do produto gráfico brasileiro, que nada deve aos melhores do mundo", afirma.

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