Voto de silêncio: Gabeira se arrepende de declaração sobre Brasília e anuncia que não fala mais com a imprensa

Voto de silêncio: Gabeira se arrepende de declaração sobre Brasília e anuncia que não fala mais com a imprensa

Atualizado em 05/02/2007 às 10:02, por Redação Portal IMPRENSA.

Voto de silêncio : Gabeira se arrepende de declaração sobre Brasília e anuncia que não fala mais com a imprensa

O deputado federal Fernando Gabeira (PV-RJ) anunciou, em sua coluna semanal na Folha de S. Paulo do último sábado (03/02), que não vai mais falar com a imprensa.

Jornalista, ele se envolveu em uma grande polêmica recentemente, ao comentar, em entrevista ainda inédita à revista Playboy , que na noite de Brasília só se encontra "lobista, puta e deputado".

A Veja reproduziu a fala em sua seção "Frases" e Gabeira viu-se obrigado a pedir desculpas públicas, em um artigo publicado em um jornal local e em carta ao governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (PFL).

Em sua coluna da última semana, Gabeira classificou o caso de "embaraço", mas afirma que o episódio, apesar de ter lhe feito parecer estúpido a si mesmo, "pode me ajudar a dar uma virada na vida".

"Sempre considerei um trabalho profissional atender rádios, jornais, televisão e blogs. E o tenho feito com alguma eficácia", reconhece. "Percebi claramente que, para mim, é impossível falar oito horas sem dizer bobagens (...) Faltam-me condições para blindar todas as frases, impedir que se voltem como uma flecha contra mim".

O deputado afirma que o caso o fará "mergulhar".

"Escreverei e vou sempre tratar com a mídia das questões essenciais", adianta. "Essa intimidade diante de um gravador e de um repórter, aparentemente, conhecedor do seu trabalho, não vale mais para mim (...) Portanto, adeus entrevistadores de matérias `humanas´".

Na seqüência de seu texto, Gabeira reconhece as implicações que seu "voto de silêncio" pode trazer, causando uma derrocada em sua carreira política, hoje em ascensão; mas prefere minimizá-las.

"No fundo, tanto as frases estúpidas, em público, como a ascensão política não são necessárias à minha vida".