SJMRJ - Jornalistas fecham o Acordo Salarial de 2006
SJMRJ - Jornalistas fecham o Acordo Salarial de 2006
Atualizado em 26/05/2006 às 08:05, por
Por: Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro.
SJMRJ - Jornalistas fecham o Acordo Salarial de 2006
Ao fim da maratona, resultados positivos e negativos. Primeiro a notícia ruim: os empresários de comunicação continuam muquiranas. Lucraram espantosamente nos últimos dois anos e, certos de que os jornalistas não se mobilizam como deveriam, se recusam a dividir o bolo de forma justa e tratam os profissionais sem a consideração que merecem por sua contribuição no desenho do céu de brigadeiro dos patrões. Não dividem nem mesmo o lucro com a aplicação do dinheiro ao qual os jornalistas têm direito desde fevereiro.Agora as boas notícias. Pelo segundo ano consecutivo, a categoria conseguiu um reajuste superior à inflação, de 4,85% pelo INPC. Os profissionais de Jornais e Revistas chegaram a 5%. Os de Rádio e TV tiveram menos, 4,86%, mas arrancaram abonos que variam de 15% a 30% dos salários. Confira abaixo:
Rádios - 15% para salários até R$ 4.000,00 (7 horas) e R$ 600,00 para salários acima deste valor.
TVs até 150 jornalistas - 20% para salários até R$ 4.000,00 (7 horas) e R$ 800,00 para salários acima deste valor.
TVs com mais de 150 jornalistas - 30% para salários até R$ 12.000,00 (7 horas) e R$ 3.600,00 para salários acima deste valor.
Lance e Folha Dirigida - O ponto mais polêmico da campanha salarial foi o piso salarial. Há dez anos os jornalistas cariocas abriram mão do piso oficial nas convenções coletivas por entender que o valor fixado era indecente. Este ano os patrões corrigiram os valores de 1996 pelo INPC integral e propuseram pisos que iam de R$ 800 (5 horas) a R$ 1.600 (7 horas).
Ao fim dos debates, a categoria continuou rejeitando a idéia de ter um dos pisos mais baixos do País e decidiu reforçar a luta pela adoção do Salário Mínimo Profissional de R$ 3.395,00 para 5 horas de trabalho (para 7 horas, R$ 5.432,00), resultado do cálculo do Dieese sobre o mínimo para um jornalista viver com dignidade. A decisão foi tomada na assembléia de 23 de maio. Os jornalistas se comprometeram a engrossar uma campanha pelo resgate da dignidade dos profissionais do Lance! e Folha Dirigida, que pagam os menores salários do mercado, abaixo do piso rejeitado pela categoria.
Denuncie ao Sindicato qualquer descumprimento da convenção. Não dê bobeira nem deixe que fiquem com seu dinheiro. Eles já têm muito. Em um ano, o faturamento com publicidade aumentou 11,3% nas rádios, 16,3 % nos jornais, 15,5% nas TVs abertas e 23,2% nas TVs por assinatura.
2007 é agora - Com o objetivo de dividir de forma menos injusta o bolo, acelerando a recuperação de perdas salariais que chegam a 13% nos últimos seis anos, os jornalistas deverão iniciar em outubro próximo a Campanha Salarial 2007 para chegar em fevereiro do próximo ano com mobilização e discussão acumulada. Se você participar, aumentam nossas chances de repor o que perdemos e incluir cláusulas no Acordo de 2007 mais investimentos em reciclagem profissional e em segurança para os que se expõem a risco de vida. Se você não participar, em 2007 podemos ter menos notícias boas do que ruins. A primeira notícia ruim podemos divulgar com antecedência, sem medo de errar: os patrões continuarão sovinas. As boas novas dependem de você. Quem fica paradão é poste.
Não fique só. Fique sócio!






