SJES: Sindicato exige acesso ao inquérito do grampo na Rede Gazeta 

SJES: Sindicato exige acesso ao inquérito do grampo na Rede Gazeta 

Atualizado em 26/02/2007 às 17:02, por Fonte - Sindicato dos Jornalistas do Espírito Santo.

SJES: Sindicato exige acesso ao inquérito do grampo na Rede Gazeta

O Sindijornalistas-ES vai entrar com uma medida judicial para garantir o acesso aos documentos conclusivos do inquérito policial que apurou o caso do grampo na Rede Gazeta. A decisão foi tomada depois de uma audiência entre a diretoria do sindicato e o secretário de Estado de Segurança Pública e Defesa Social, Ivan Rosa Marques, no dia 15 de fevereiro.

Na audiência, o delegado Joel Lírio informou que o inquérito já foi concluído e encaminhado ao Ministério Público Estadual. Mas, como ele está sob "segredo de justiça", as conclusões não podem ser divulgadas. "Nós entendemos que a sociedade precisa saber o resultado da investigação. É é isso que nós vamos exigir judicialmente", afirma o diretor de Assuntos Jurídicos do Sindijornalistas-ES, Chico Pardal.

Além de cobrar a divulgação do inquérito do grampo, a audiência com o secretário de Segurança, solicitada pelo sindicato, teve como objetivo exigir respostas sobre episódios recentes envolvendo abuso de poder de policiais militares contra jornalistas capixabas.

No caso dos jornalistas da TV Gazeta Norte, agredidos em frente à Penitenciária de Linhares, a corregedoria informou que tudo não passou de um mal-entendido. Uma das explicações é que a direção do presídio não foi informada pela assessoria de imprensa da ida dos repórteres ao local.

A outra explicação foi a falta de energia em toda a região onde está situada a penitenciária, o que impediu os policiais militares de identificar o carro da imprensa, mesmo com a logomarca da empresa estampada nas laterais. "Sabemos que equívocos podem ocorrer, mas a forma truculenta como os PMs abordaram os jornalistas não pode ser admitida", alega a presidente do Sindijornalistas-ES, Suzana Tatagiba.

Em relação ao indiciamento do repórter fotográfico Nestor Muller, por crime militar, o comandante geral da PM, coronel Antonio Carlos Coutinho, afirmou que o processo já foi arquivado e que a documentação referente ao inquérito está à disposição do sindicato.