Seminário Internacional Imprensa Multimídia: Tecnologia digital e multimídia muda perfil do mercado de comunicações

Seminário Internacional Imprensa Multimídia: Tecnologia digital e multimídia muda perfil do mercado de comunicações

Atualizado em 14/03/2006 às 12:03, por Thaís Naldoni e  de Brasília.

Seminário Internacional Imprensa Multimídia : Tecnologia digital e multimídia muda perfil do mercado de comunicações

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As mudanças do mercado de comunicação, a redução no número das grandes empresas de mídia e os desafios trazidos pela comunicação multimídia e digitalização são os temas tratados pela Conferência II, que abriu o segundo dia do 1º Seminário Internacional Imprensa Multimídia, realizado pela revista IMPRENSA, patrocinado pela Petrobras e apoiado pela Coca-Cola Brasil.

Desta conferência participam os jornalistas Caio Túlio Costa (Instituto DNA Brasil) e Marcelo Rech ( Zero Hora/ RS). O primeiro a fazer sua explanação foi Caio Túlio, que falou sobre as mudanças no setor das comunicações nos últimos anos. De acordo com ele, nos anos 80 havia cerca de 50 grandes empresas transnacionais de mídia. Nos anos 90, esse número havia caído para 27 e, já em 2000, tais empresas eram apenas sete. "Essas sete empresas são responsáveis por 40% da receita total das empresas de mídia de todo o mundo. Este é dado tão interessante, quanto preocupante", diz.

As empresas a que Costa se refere são: Time Warner, Disney, Universal, Viacom, Berteisman, Sony e News Corporation. No Brasil, a situação não é muito diferente, mas as coisas estão mudando. "Nas últimas três décadas, os dez grandes grupos de mídia do país eram familiares. No entanto, a crise atingiu gravemente quatro deles: Grupo Bloch (faliu), JB e Gazeta Mercantil (mudaram de mãos) e o Estadão (família Mesquita perdeu o controle do grupo). Mesmo as sobreviventes tiveram que se render ao capital estrangeiro", analisou o jornalista.

Tecnologia Digital

Caio Túlio fala ainda sobre as mudanças trazidas pela tecnologia digital. Para ele, a comunicação tal qual é conhecida hoje será mudada radicalmente. "O primeiro tsunami tecnológico já passou. Os celulares e a Internet são apenas batedores, abre-alas para o sistema digital. O mundo saiu da escassez para a saturação de informação", explica.

Essa tecnologia traz, no entanto, algumas preocupações. Segundo relatório da Unesco, desde a década de 60, os jornais vêm perdendo circulação sistematicamente. Dos 40 países onde foi possível fazer a comparação, 32 tiveram queda na circulação. Em três houve estagnação e apenas em cinco houve crescimento. "Apenas na Noruega, Japão, Portugal, China e Paquistão existiu um aumento na circulação dos jornais em papel", garante o jornalista, que atribui este fenômeno à busca das notícias via TV e Internet.

A Conferência II está em andamento, com palestra de Marcelo Rech. Mais informações a seguir. O 1º Seminário Internacional Imprensa Multimídia acontece no Espaço Cultural da Caixa, dos dias 13 a 15 de março, em Brasília/DF.