"SBT Brasil": Com releitura de modelo antigo e novidades vindas do rádio, telejornal fica mais truncado e superficial
"SBT Brasil": Com releitura de modelo antigo e novidades vindas do rádio, telejornal fica mais truncado e superficial
"SBT Brasil" : Com releitura de modelo antigo e novidades vindas do rádio, telejornal fica mais truncado e superficial
O SBT colocou no ar, na última segunda-feira (05/03), o novo formato do "SBT Brasil", seu principal telejornal; e o "novo" foi destacado por seus âncoras durante toda a apresentação do programa.Basicamente, o telejornal segue um modelo adotado por emissoras de rádio - não à toa os novos comentaristas Denise Campos de Toledo, José Nêumanne Pinto e Joseval Peixoto vieram diretamente da Jovem Pan; além deles, Carlos Chagas também participa da atração.
No início de cada bloco, separados por editoria, são anunciadas as manchetes, que são seguidas pelas reportagens em si. Logo após, o espaço para a nova seção "Pergunta do Dia", com a participação de telespectadores, a previsão do tempo e a entrada dos comentaristas.
A hora certa, por incrível que pareça, também é anunciada, duas vezes por bloco.
De maneira geral, o "SBT Brasil" pareceu truncado e superficial, com pouco tempo e espaço para tudo ser feito.
As matérias estão aparentemente mais curtas e passaram a veicular, no topo esquerdo da tela, o local onde foram gravadas - durante todo o tempo que ficam no ar. Escapam da edição curta, pelo menos, as reportagens dos competentes correspondentes internacionais, por enquanto mantidos.
Na "Pergunta do Dia", Carlos Nascimento e Cynthia Benini - a nova âncora -, repetem aos telespectadores que dão sua opinião sobre determinado assunto o bordão "Quem está na linha? Qual sua profissão? E sua opinião? Muito obrigado".
Benini, que mostrou muito mais segurança que sua antecessora, Juliana Alvim - obviamente melhor como repórter política do que como âncora -, pareceu também mais confortável que Nascimento nesse momento do jornalístico.
A opinião dos telespectadores, entretanto, dificilmente foge do senso comum, agregando pouquíssimo valor. Seis por meia-dúzia, talvez fosse melhor ficar com os comentários que Nascimento fazia quando apresentava o programa sozinho: eram, pelo menos, mais bem articulados e podiam acrescentar opiniões diferentes; mas este espaço, no novo formato, foi ocupado pelos comentaristas.
A previsão do tempo, por mais longa e arrastada que pareça - passa por todas as capitais brasileiras - consegue ser muito superficial, destacando, no máximo, "poucas nuvens sobre tal cidade, máxima de tantos graus".
Os comentaristas - em especial Joseval Peixoto, estreante em televisão -, ao menos, parecem confortáveis e seguros, conferindo um diferencial importante ao "SBT Brasil", que concorre diretamente pela audiência com o "Jornal Nacional" e um finalzinho do "Jornal da Record".
As semelhanças com o antigo "Jornal do SBT", apresentado por Hermano Henning antes da chegada de Ana Paula Padrão, são visíveis e inegáveis. Algumas poucas novidades são um diferencial que pode melhorar os índices de audiência, que raramente têm ultrapassado os seis pontos.
Mas ainda é cedo para grandes avaliações. Resta saber se o público vai receber bem as mudanças "retroativas", se acostumando a sintonizar um telejornal que está repaginado pela terceira vez em menos um ano e meio de existência - e, ainda assim, é em grande parte uma releitura de um modelo que sobreviveu por muitos anos sendo repetido por três vezes na madrugada.
A primeira prova recebeu nota vermelha: com média de 3 pontos, o "SBT Brasil" ficou atrás até do "TV Fama", programa de fofocas da RedeTV!.
A título de comparação, ao menos, sobreviveram os formatos do "Jornal do SBT" de Carlos Nascimento, visivelmente mais confortável no início da madrugada, e do "Jornal do SBT - Manhã" de Henning. 





