Repressão: Autoridades do Irã apertam cerco à imprensa 

Repressão: Autoridades do Irã apertam cerco à imprensa 

Atualizado em 25/05/2007 às 09:05, por Redação Portal IMPRENSA.

Repressão: Autoridades do Irã apertam cerco à imprensa

A condenação de um jornalista a dois anos de prisão, o encerramento de um impresso e a interdição de saída do país imposta a duas jornalistas no Irã mereceram críticas da ONG Repórteres Sem Fronteiras (RSF).

Segundo informações da própria ONG, o jornalista condenado a dois anos de prisão se chama Kaveh Javanmard, trabalha no semanário Karfto , e será enviado para cumprir pena numa prisão ao Norte do país, a mais de 300 quilômetros da casa de sua família.

Outra medida muito criticada: funcionários da província de Sistan-o-Baluchistan entraram nas instalações do semanário Ayaran e encerraram-no alegando publicação de declarações "não rigorosas" de líderes sunitas, "capazes de inflamar o público" e "espalhar ideias separatistas".

Por fim, a RSF deu destaque ao caso de Mehrnoushe Solouki, uma franco-iraniana que está impedida de abandonar o país desde que foi detida, em 17 de Fevereiro deste ano, por filmar familiares de vítimas de violência na década de 1980. Ao ser presa, a polícia confiscou as notas e o filme da jornalista, que teve seu passaporte detido e só foi liberada em 19 de Março, após o pagamento de uma fiança de 100 milhões de toumen (equivalente a 80 mil euros).

Situação parecida acontece também com a jornalista iraniano-americana Parnaz Azima, cujo passaporte foi confiscado quando ela chegou ao aeroporto de Teerão, em dia 25 de Janeiro, e ainda não lhe foi devolvido, o que a impede de abandonar o país.