Polêmica: Editora Abril exige "free-lancers" com crachá de visitante
Polêmica: Editora Abril exige "free-lancers" com crachá de visitante
Atualizado em 02/02/2006 às 15:02, por
Por: Gustavo Girotto / Redação Portal IMPRENSA.
Polêmica : Editora Abril exige "free-lancers" com crachá de visitante
O Sindicato dos Jornalistas de São Paulo ficou sabendo, na última segunda-feira (01/02), que os jornalistas que trabalham como "free-lancer", nas 38 redações das revistas publicadas pela Editora Abril, deverão trabalhar com crachás de visitantes. A notícia causou alvoroço entre os sindicalistas.Segundo o representante da área de Recursos Humanos da Editora Abril, Luiz Ângelo, essa medida foi tomada para evitar a permanência de frilas fixos nas redações. "Queremos o máximo de legalidade", explicou o funcionário da Abril. Ângelo afirmou, ainda, que são poucos os jornalistas nesta condição. "Essa é uma medida disciplinadora, que vai forçar as redações a tomar decisões de contratação".
Já o Sindicato pensa diferente. "A Editora Abril está usando o dispositivo de crachá para disfarçar a habitualidade dos profissionais que freqüentam a redação. Essa é a precarização da precarização. Alguns jornalistas são obrigados aceitar esse fator por condição de mercado. Em hipótese alguma concordamos com isso", reclama Hamilton Vieira, diretor do Sindicato.
Viera disse, ainda, que esse é um problema comum em redações de todo país. Segundo ele, o Sindicato agendou uma reunião nesta quinta-feira (02/02) - com a TV Record, para discutir sobre os frilas existentes na emissora. "Os profissionais que exercem essa função são eventuais. Quando passam a exercer diariamente essa atividade são explorados. Não concordamos com os empresários de comunicação que tiram proveito dessa mão-de-obra", pontuou o membro da diretoria executiva alertando que "os jornalistas nesta situação devem guardar todas os documentos (cópias de matérias, e-mails e outros) para garantir direitos no futuro".
O Portal IMPRENSA também procurou o setor responsável pelo credenciamento dos "free-lancers" na Editora Abril, mas não conseguiu estabelecer contato.






