Ping-Pong: Manuela D`Ávila, a jornalista boa de voto
Ping-Pong: Manuela D`Ávila, a jornalista boa de voto
Ping-Pong: Manuela D`Ávila, a jornalista boa de voto
Por Tudo aconteceu muito rápido na vida de Manuela D`Ávila. Entrou cedo na Faculdade de Jornalismo e logo se tornou a principal liderança política da Universidade. Do Centro Acadêmico foi para o DCE, do DCE para a UNE, de lá para a Câmara dos Vereadores de Porto Alegre. Da vereança saltou para o Congresso Nacional. Para alegria geral do seu partido, o PCdoB, Manu foi a deputada mais votada do Rio Grande do Sul e a 9º mais votada do Brasil. Apesar da carreira meteórica na política, Manu, como é conhecida no movimento estudantil, terminou o curso de jornalismo no tempo certo, em quatro anos. E hoje cursa Ciências Sociais. No parlamento nacional, ela promete ser uma aliada incondicional do Movimento em Defesa da Democratização da Mídia e da FENAJ. Por telefone, Manuela concedeu a seguinte entrevista para o Portal IMPRENSA:
Portal IMPRENSA - Você é formada em jornalismo?
Manuela D`Ávila - Sou formada pela PUC/RS.
Portal IMPRENSA - Como você conseguiu conciliar a militância política com a vida acadêmica?
Manuela - Foi no início da faculdade que eu comecei a militar. Não consigo imaginar minha formação de maneira diferente. Só consigo pensar em comunicação a partir da formação política. Minha monografia foi voltada para a questão da construção ideológica dos veículos de comunicação, como isso era formado a partir das notícias. As pessoas de esquerda, antes de entrar na faculdade, pensam em mostrar a realidade como ela é. Tem um espírito idealista da comunicação. Mas acabamos nos deparando com uma realidade bem diferente. São poucos os militantes do movimento estudantil que conseguem se organizar e se formar nos quatro anos de curso. Mas eu administrei bem isso.
Portal IMPRENSA - Por que você resolveu ser política em vez de ir trabalhar com jornalismo?
Manuela - Não resolvi ser política. Quando a gente começa (na militância) os fatos vão se desenrolando. Na verdade, eu queria ser uma professora universitária para ensinar Teoria da Comunicação. Esse ainda é meu sonho. Mas quando você começa a militar, seu comprometimento aumenta.
Portal IMPRENSA - Quando você se formou em jornalismo já imaginava que seria candidata?
Manuela - Me formei no final de 2003, sem ter a pretensão de ser candidata. O que eu queria era terminar meu outro curso superior, o de Ciências Sociais.
"O Fórum Nacional da Democratização da Comunicação ganhou uma parceira"
Portal IMPRENSA - No Congresso, você pretende defender a categoria dos jornalistas?
Manuela - Quero defender a democratização da comunicação e debater sobre as rádios comunitárias. O Fórum Nacional da Democratização da Comunicação ganhou uma parceira. Quero debater, ainda, o Conselho Federal de Comunicação se essa for a vontade das entidades representativas e dos profissionais de comunicação. Também temos que debater a Lei de Imprensa, que é bastante antiga.
Portal IMPRENSA - Já teve vontade de ser jornalista de redação?
Manuela - Várias vezes. Quando a gente gosta muito da profissão, desenvolvemos certos instintos para a notícia e para a crítica. Às vezes, estou dentro do Plenário e penso: "não tem nenhum jornalista aqui para ver isso acontecer!".






