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Josias de Souza: "O blog não é economicamente viável", por Larissa Morais

Josias de Souza: "O blog não é economicamente viável", por Larissa Morais

Atualizado em 29/11/2006 às 11:11, por Larissa Morais* e  colaboração para o Portal IMPRENSA.

Josias de Souza : "O blog não é economicamente viável", por Larissa Morais

Por Em 21 anos de jornalismo, dos quais 20 passou na Folha de S. Paulo , o jornalista Josias de Souza achou que já tinha feito de tudo na profissão. Foi repórter, editor, chefe de sucursal, colunista. Como Secretário de Redação da Folha na capital paulista chegou a chefiar mais de 300 jornalistas, entre eles correspondentes estrangeiros distribuídos em pontos estratégicos do mundo. Hoje fala para quase tantas pessoas quanto antes, mas trabalha sozinho, sem ter quem o chefie nem a quem chefiar.

Josias é autor do blog "Nos Bastidores do Poder", atualmente o mais lido do país, entre os blogs de política. Ancorado na Folha Online, o blog tem recebido em torno de 300 mil visitantes únicos por mês. Isso equivale, pelas contas do Ibope, a cerca de 900 mil leitores. "Estou trabalhando muito mais. Muito mais - não é pouco", enfatizou o jornalista. Ele começa o expediente no fim da manhã e, não raro, só pára de postar notas de madrugada.

Para conseguir estar com a família de vez em quando, ele se divide entre a redação da Sucursal brasiliense da Folha e o escritório de sua própria casa, localizada no Lago Sul, zona nobre de Brasília. Sentado à grande mesa de madeira desse escritório, cercado de livros, jornais e revistas, ele expôs sinceramente pontos de vista polêmicos, como sua completa falta de entusiasmo de ler os comentários que os leitores deixam em seu blog.

"A gente faz um esforço extraordinário para levar bom jornalismo aos leitores, põe no blog informações em primeira mão sempre que possível, trabalha feito um louco até de madrugada, aí vem um idiota e deixa um comentário que não tem nada a ver com nada, xingando, usando palavrão. Eu tinha parado de ler. Mas tive de voltar a filtrar depois que Justiça impôs uma condenação a um outro blog por conta de um comentário considerado injurioso", afirmou, em conversa de mais de uma hora de duração, cujos melhores momentos estão a seguir. Acompanhe.

Como nasceu o seu blog?
Josias de Souza -
O blog foi criado em outubro do ano passado porque o jornal (Folha de S. Paulo) me pediu para fazer. Não tinha a menor intenção de ter um blog nem a menor familiaridade com esse mundo da Internet. Só usava o computador era escrever matérias e mandá-las para a redação. Mas o jornal entendeu que havia um nicho a ser explorado. Na época não havia nenhum blog na Folha Online. E eles me pediram para fazer. Aceitei.


Ali você se sente fazendo jornalismo?
Josias -
Acho que é essencialmente jornalismo. Hoje, há nos jornais, na televisão e na Internet um grande supermercado de informações, oferecidas numa profusão frenética. Vejo o blog como uma espécie de delicatessen, um recanto virtual onde o leitor pode se encostar e buscar informação com um carimbo autoral. Estou falando de blogs políticos, que são um fenômeno à parte dentro do fenômeno maior dos blogs. No meu caso, tento agregar à informação alguns elementos de análise, de contextualização. Vejo o blog como mais uma ferramenta de informação, não passa disso.

Como assim não passa disso?
Josias -
Muitos vêem os blogs como uma grande ameaça aos meios de comunicação tradicionais; acham que eles viriam para substituir os jornais. Creio que isso tudo é uma balela. Ninguém vai prescindir de uma Folha de S. Paulo , de um O Globo, de um O Estado de São Paulo , que trazem em suas páginas um resumo bem ordenado do que foi o dia anterior. O leitor não vai prescindir de um The New York Times , de um The Washington Post . Os meios tradicionais é que já estão incorporando os blogs. Os que têm a maior audiência hoje - e é assim também nos Estados Unidos - estão ancorados em sites de grandes jornais. Que ameaça é essa que está associada, dependente desses sites? Dependente no bom sentido, até. Eu, por exemplo, se não fosse funcionário da Folha não teria como fazer um blog. O blog não é economicamente viável.

O Ricardo Noblat cavou este espaço.
Josias -
O Noblat é pioneiro nessa área. Não sei muito bem como foi a origem dele, mas sei que no início ele não tinha uma folga financeira, costumava até brincar que a mulher o sustentava. Depois ele foi para um grande portal e passou a ter uma remuneração. Hoje, no Estadão , trabalha no mesmo sistema que eu. Mesmo os grandes portais - Folha Online, Globo Online, Estadão.Com - não têm uma rentabilidade compatível com a audiência. Até onde estou informado, o Folha Online não dá prejuízo, mas não chega a dar um lucro compatível com sua audiência. No blog tampouco a audiência, que é extraordinária, se traduz e, publicidade em recursos financeiros, coisas do gênero.

Gostaria que você falasse um pouco das diferenças do seu trabalho no blog em relação ao jornal, no que se refere a linguagem.
Josias -
Como eu dizia, o blog é uma ferramenta autoral. Você tem a oportunidade de exercitar um pouco mais seu próprio estilo. Nesse sentido, vejo o blog como o paraíso. Tenho muita autonomia. Escrevo do jeito que gosto, destaco o que quero destacar, dou aos assuntos o enfoque que desejo, sem interferências externas. Virei uma espécie de publisher de mim mesmo, o que é o paraíso para um jornalista.

Como é a relação com as fontes?
Josias -
Tem uma coisa que me surpreendeu muito. Eu tinha um enorme receio, quando me pediram para fazer o blog, de ficar dialogando com meninos, nerds, jovenzinhos conectados na Internet. Mas não. Hoje o mundo político e econômico tem ciência da importância dos blogs. Eles perceberam que há uma audiência extraordinária do outro lado da tela do computador. Eu tinha um número importante de fontes, mas muitas se agregaram nesse período de quase um ano. Ao contrário do que eu imaginava, que essas fontes teriam algum tipo de preconceito, deu-se o contrário. As pessoas me atendem prontamente, devolvem as ligações. Ministros, políticos, empresários, ministério público.

No blog você fala coisas que não falaria no jornal?
Josias -
Não. Nos primeiros dias do blog algumas pessoas me disseram: olha, você está muito formal, o blog é um espaço que requer informalidade. Não consigo ser informal a ponto de falar de coisas pessoais. Acho que quem recorre a um blog noticioso não está interessado nisso e, se está, é melhor ir para outro lugar. Também tenho muito prurido em dizer, por exemplo, que conversei com fulano, que ouvi beltrano. Sempre escrevo: o blog ouviu, o blog conversou. Meu texto já não era amarrado no jornal. Como eu tinha uma coluna, já escrevia com certa liberdade estilística. Aqui, levei essa liberdade às últimas conseqüências. Eu me sinto muito à vontade, escrevo como gosto de escrever, mas não chego a descambar para a informalidade.

Por que você não se sente bem na primeira pessoa?
Josias -
Acho que é muito pedantismo, parece que você está a se auto-promover. Sou de uma geração de jornalistas que tem muito prurido de se colocar como notícia. Para mim, não interessa quem apurou. Interessa ao leitor saber que a informação foi bem apurada. Se você está divulgando é porque considera que foi convenientemente apurada. Sou avesso a essa cultura de jornalista ficar se vangloriando, ficar se colocando no meio da notícia. Acho que a estrela é a notícia, não o jornalista. A apuração não precisa ser 'fulanizada'.

Você podia falar um pouco mais sobre o processo e apuração para o seu blog? Não quanto ao acesso às fontes, mas em relação aos seus próprios critérios de apuração. Tem diferença para o jornal?
Josias -
Não, é a mesma coisa. Em alguns aspectos há uma preocupação até maior porque a Internet tornou-se um oceano traiçoeiro. Ao navegar, o leitor encontra boas informações, mas também dá de cara com boatos e coisas inverídicas. Não é um mar no qual você possa pescar de forma sossegada. O que dá credibilidade a esses blogs políticos é a percepção do leitor de que eles estão sendo produzidos por pessoas experimentadas, jornalistas que têm uma história, que têm vínculo com meios de comunicação importantes. Trabalho para passar ao leitor a certeza de que tudo o que está ali publicado é real, foi bem apurado, seguindo a boa técnica jornalística, a despeito da liberdade estilística. Tenho uma preocupação exacerbada com a apuração porque acho que, para fincar âncoras nesse meio eletrônico, que é em si mesmo pouco confiável, preciso demonstrar cotidianamente que mereço confiança.

Os textos do blog precisam seguir a linha editorial da Folha?
Josias -
Não necessariamente. Isso nunca foi explicitado. Mas tenho 21 anos de jornalismo, dos quais 20 passei na Folha . O modo Folha de informar está no meu DNA profissional. Tenho sempre as preocupações que a Folha tem - muitas delas já incorporadas a outras redações: ouvir mais de uma fonte, quando houver uma dúvida, tentar o tira-teima com uma terceira pessoa até, dar espaço para que o outro lado se manifeste quando houver uma acusação, esse tipo de prática. Com blog ou sem blog, essas preocupações são essenciais.

Estava me referindo a opinião editorial.
Josias -
Trabalho na Folha há tanto tempo e nunca houve um texto meu que dissessem: isso você não pode publicar. Em 20 anos de casa nunca aconteceu comigo. Não digo que a direção da casa não tenha suas preferências, mas não sinto que elas interfiram no cotidiano da redação. Pode interferir na elaboração de editoriais e coisas do gênero. Assim é também no blog.

Reparo que nos blogs, quando vocês tentam ser neutros, os leitores reclamam, dizem que é hipocrisia. Mas quando vocês se posicionam, como nesse post seu criticando o Paulo Betti, eles cobram a neutralidade jornalística.
Josias -
Nesse aspecto, acho que há uma certa confusão. Como blog é algo muito autoral, cada um faz à sua maneira. Eu tento fazer com que o leitor saiba diferenciar quando estou querendo simplesmente informar e quando quero me posicionar opinando ou analisando determinado episódio. Mesmo assim há freqüentemente essa confusão. Às vezes divulgo uma notícia sem uma vírgula que possa ser entendida como manifestação de opinião. Aí alguns leitores se revoltam porque numa outra notícia eu tinha me posicionado. Perguntam: por que agora não faz a mesma coisa? Nesse caso dos artistas isso foi muito visível, fiz textos em que expunha deliberadamente a minha opinião. E despertei as mais diversas paixões.

É uma relação difícil...
Josias -
Uma das coisas que me deixam mais entristecido, no blog, é o uso que se faz do espaço destinado aos comentários. É um espaço muito desqualificado. Aquilo não é utilizado, a meu ver, como deveria, como um lugar para o debate, para a troca de idéias com o autor do blog ou com os outros leitores. Isso tem levado a problemas. Recentemente, um blog foi condenado judicialmente a pagar uma indenização a uma empresa. Chama-se Imprensa Marrom. Eles foram condenados por causa de um comentário. Uma juíza entendeu que aquele comentário era ofensivo a uma empresa e condenou o responsável pelo blog - e não o comentarista - a pagar algo como R$ 3.500. Isso, evidentemente, acendeu uma luz amarela em todos os blogs.

Como é feito o monitoramento dos comentários do seu blog?
Josias -
Comecei fazendo um monitoramento. Lia e, se achava pertinente, publicava. Depois cresceu exponencialmente o número de comentários. Estava gastando 60% do meu tempo liberando comentários. Aí resolvemos liberar geral, entrava qualquer coisa. Mas agora não dá mais. Tive que voltar a monitorar. Tem muita baixaria, muita ofensa pessoal. Escondidas atrás de apelidos, as pessoas se sentem à vontade para desqualificar políticos, empresas, jornalistas. Se fosse uma crítica aceitável, tudo muito bem, mas são comentários com palavras de calão muito raso. É uma pena, o ideal era que fosse tudo liberado.

É mesmo uma pena, porque nem todos os leitores são mal intencionados.
Josias -
Havia um leitor, do Rio de Janeiro, nunca me esqueço o nome porque ele era muito centrado, seus comentários eram bem escritos, sempre pertinentes. Uma coisa impressionante. Sinvaldo. Num dado momento, ele se cansou. Entrava, sempre compenetrado - percebia-se que ele tinha se preparado para fazer o comentário - fazia uma coisa bem-feita, normalmente agregava dados, mas aí o povo saía matando: sai para lá, Sinvaldo, chegavam a xingá-lo. Há uns dias, depois de uma fase de sumiço, vi um comentário dele. Fiz questão de escrever: 'Ô, Sinvaldo, você por aqui. Fico feliz de saber que você ainda está aí do outro lado.' A volta do monitoramento o estimulou a escrever novamente, com a mesma freqüência de antes. Mas o baixo nível médio continua o mesmo. Essa minha desilusão é inevitável.

Eu ia te perguntar o que ensina a relação com leitores, mas você está tão desanimado...
Josias -
Não ensina nada, não. Acho que no futuro pode-se evoluir para algo mais edificante. Sinto que há uma demanda por interatividade - o próprio fenômeno dos blogs mostra isso. Os leitores querem participar. A dúvida é como disciplinar essa vontade, tornando-a útil. Há um leitor que é também minha fonte antiga. É um técnico, já ocupou cargos de relevo em vários governos. Casualmente, ele conhece a mim e ao Noblat. Disse que, em função disso, sentiu-se compelido a ler blogs. Mas ele sempre me diz que o que mais o entristece é justamente a sessão de comentários. 'Um negócio palpérrimo', diz ele. 'Não acrescenta nada. Inclusive, de certo modo, até desmerece o espaço'. Eu concordo inteiramente. A gente faz um esforço extraordinário para levar bom jornalismo aos leitores, põe no blog informações em primeira mão sempre que possível, trabalha feito um louco até de madrugada, aí vem um idiota e deixa um comentário que não tem nada a ver com nada, xingando, usando palavrão. Eu tinha parado de ler. Mas tive de voltar a filtrar depois que Justiça impôs a condenação pecuniária a outro blog por conta de um comentário considerado injurioso.

Vejo que muita gente acredita numa teoria da conspiração da mídia...
Josias -
É, mas esse tipo de comentário eu não costumo filtrar, não, acho que é bom deixar. Se o leitor acha que está todo mundo conspirando contra o Lula, deixa lá, é o pensamento do cara. Costumo tirar só quando tem ataques pessoais, palavrão, acusação que você não possa provar.

Os excessos cometidos pelos leitores não te assustam? Já vi até comentários ameaçadores no teu blog.
Josias -
Não assustam, só acho lamentável.

Você acha que os blogs vão afetar o modo de se fazer jornalismo na grande impresa, daqui para frente?
Josias -
Não creio, não. O que acho que pode haver - a meu juízo num futuro longínquo - é uma migração do noticiário do papel para o meio do cristal líquido. Para que isso ocorra é preciso que a publicidade se convença de que divulgar anúncios no computador é mais negócio do que anunciar no papel. A Ford norte-americana já destinou um naco importante do seu orçamento publicitário à Internet; a terceira cervejaria americana decidiu que todo o seu orçamento publicitário vai para a web. Esse movimento está acontecendo gradativamente nos Estados Unidos. E como a gente costuma mimetizar a realidade norte-americana, isso decerto vai chegar aqui. Quando tempo isso vai levar eu não sei.
Se o jornal vier a ser veiculado numa plataforma diferente, a virtual, abre-se um mundo de possibilidades em termos de interação com os leitores. A questão é saber como fazer, como filtrar, como incorporar essa contribuição de modo útil. Hoje, já há sites de jornais importantes com um iconezinho em baixo das notícias dizendo: comente aqui. É um esforço de interatividade. Com a mudança, a interatividade será parte do jornal.

Já se arrependeu de publicar algum texto?
Josias -
Não, ainda não, embora a gente esteja sempre flertando com esse risco. No blog, o seu tempo de ação é muito menor do que no jornal - as atualizações são feitas num espaço de tempo muito menor. No jornal, à medida que você vai apurando a informação, vai refletindo sobre ela e, em tese, pode lapidá-la até o fechamento. No blog, não. Está pronto? Então redige e joga lá.

O perfil do seu blog mudou um pouco nos últimos meses, não?
Josias -
No início eu postava muito, alucinadamente. Fazia o que os americanos chamam de living blog: o cara está lá numa sessão de CPI, você está ao vivo, reproduzindo instantaneamente o que ele está dizendo, às vezes até se sobrepondo à televisão. Alguém que estivesse assistindo pela televisão, com um computador na frente, poderia dizer: esse cara é louco! Pra que isso se está todo mundo transmitindo ao vivo? Em outras ocasiões eu ficava alucinado com o que os portais estavam noticiando. Depois, me dei conta do efeito delicatessem de que falei para você. Se o leitor vem ao blog, ele não está atrás de uma agência de notícias, quer algo mais seletivo.
Eu defendia isso no jornal, acho que os jornais têm que ser muito mais seletivos do que são e dar aos assuntos que escolhem abordar um tratamento mais qualificado. Então estou fazendo isso também no blog. Estou menos neurótico em relação ao número de postagens e um pouco mais preocupado com a qualidade e com o refinamento dos textos. Assim, o risco de um arrependimento é menor.

O que mudou na sua vida depois do blog?
Josias -
Tenho trabalhado muito mais - muito mais, não é pouco. Daí eu estar dividindo meu tempo entre minha casa e a redação. Tenho na redação da Folha em Brasília uma estrutura muito confortável, mas venho para cá (a casa dele) porque no meio da tarde vem minha filha da escola para pegar a roupa do balé me dá um beijo, minha mulher me vê. Ela também é jornalista. Cinco da manhã ela já está na redação da TV onde trabalha. Muitas vezes, eu vou dormir às três da madrugada, às vezes até mais tarde... Se você não criar essas janelas de comunicação, acaba não vendo nem as pessoas que lhe são mais caras. É por isso que dois, três - às vezes quatro dias por semana - eu trabalho em casa.
Vou para a redação de vez em quando porque também sinto a necessidade de ver os colegas. Senão daqui a pouco vou ficar parecendo um óvni dentro do jornal. Já estou parecendo... Não tem editor, não tem chefe, não tem subordinado. Eu que já chefiei a redação da Folha, que tinha 300 pessoas, correspondentes estrangeiros, hoje estou chefiando a mim mesmo. Estou fazendo um produto que sei que é muito atrativo porque tem aí os indicadores, mas é um trabalho muito solitário.

* Larissa Morais é jornalista, tem 34 anos de idade e 12 de carreira. Começou no jornalismo empresarial, no grupo Odebrecht. Na seqüência atou nas redações do JB, Jornal do Commercio, O Globo, Globo Online e pela assessoria FSB.

Atualmente, a jornalista é proprietária de uma pequena empresa de comunicação, por meio da qual colabora com diversos veículos. Faz mestrado em Comunicação Social na PUC-Rio. Sua dissertação, a respeito de blogs de jornalismo, tem defesa prevista para fevereiro de 2007.