FENAJ - FENTAC não se ilude com Tanure
FENAJ - FENTAC não se ilude com Tanure
Atualizado em 08/12/2005 às 08:12, por
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FENAJ - FENTAC não se ilude com Tanure
A Federação Nacional dos Trabalhadores em Aviação Civil (FENTAC/CUT) não alimenta qualquer expectativa numa possibilidade de superação dos problemas dos trabalhadores da VARIG caso a empresa venha a ser adquirida pelo empresário Nelson Tanure. Tal posição foi expressa em documento enviado a FENAJ no final de fevereiro. A FENTAC agradeceu ao alerta feito pela FENAJ e relatou a dura luta que vem sendo travada na defesa dos direitos dos trabalhadores.Proprietário do Jornal do Brasil e do espólio da Gazeta Mercantil, Nelson Tanure foi alcunhado de "predador das relações de trabalho" por promover alterações nos contratos de trabalho dos jornalistas de celetistas para PJs. Por conta das denúcias feitas por dirigentes sindicais dos jornalistas, ele acionou-os com base na Lei de Imprensa. Em função disso, e informada de que o "predador" manifestou interesse em ingressar na disputa pela compra da VARIG, a FENAJ enviou alerta às entidades representativas dos aeronautas.
"Cabe esclarecer que embora não soubéssemos na totalidade, o que representa esse Senhor, o mesmo procurou-nos com a intenção de apoiá-lo na sua proposta de aquisição das empresas, e nós fizéssemos uma série de exigências, tais como: garantia de emprego; garantia de não rebaixamento nos salários; não fatiamento do grupo; garantia de continuidade da prestação de serviços da Fundação, aos Trabalhadores e finalmente, a garantia de pagamento ao fundo de pensão dos trabalhadores da aviação, que é o AERUS", afirma o documento enviado por Selma Balbino, Secretária Geral da FENTAC. Ela informou, também, que tudo foi registrado nos fóruns competentes, por garantia.
A FENTAC justifica que sua ação foi tática, para chamar a responsabilidade do governo federal sobre os problemas dos trabalhadores da VARIG e atrair o interesse de outros possíveis investidores. Na opinião dos dirigentes da FENTAC, Tanure não ganhará o leilão que será realizado dia 10 de dezembro, pois "tem dívidas com o BNDES e está inadimplente". Os representantes dos aeronautas informam que estão cansados dos "picaretas" que se envolvem com a aviação civil no Brasil.






