FENAJ - Entidades solicitam ação do Ministério Público Federal contra a Vivo
FENAJ - Entidades solicitam ação do Ministério Público Federal contra a Vivo
Atualizado em 08/02/2006 às 08:02, por
Por: Federação Nacional dos Jornalistas.
FENAJ - Entidades solicitam ação do Ministério Público Federal contra a Vivo
Às vésperas de completar dois meses, o caso do grampo na Rede Gazeta, denunciado no dia 10 de dezembro de 2005 pelo Sindicato dos Jornalistas do Espírito Santo e FENAJ, ainda permanece sem respostas plausíveis. A luta jurídica será intensificada nos próximos dias para apuração de responsabilidades. As investigações realizadas por autoridades capixabas concluiu que o crime ocorreu por erro de um funcionário da operadora telefônica Vivo. As entidades pretendem acionar a empresa e solicitaram ação do Ministério Público Federal.Suzana Tatagiba, presidente do Sindicato dos Jornalistas do Espírito Santo, conta, indignada, que as ações das autoridades estaduais agora concentram-se em apurar quem passou as informações para a imprensa. "Como as investigações estavam em sigilo de justiça, estão querendo saber quem vazou a informação", diz. Para ela, o fundamental é a plena investigação das responsabilidades pelo crime da escuta ilegal. "O direito dos profissionais de imprensa ao sigilo de fonte e a própria liberdade de imprensa foram agredidos, atingindo toda a sociedade", argumenta.
Como a Vivo é detentora de uma concessão pública, as entidades estão solicitando ao Ministério Público Federal a abertura de uma Ação Civil Pública de Reparação de Danos à Sociedade contra a Vivo e encaminhando uma Notícia Crime na Procuradoria Geral da República. A sindicalista informou, ainda, que a denúncia internacional do caso prosseguiu na semana passada, numa reunião entre representantes dos jornalistas e a Organização dos Estados Americanos (OEA). No dia 12 de fevereiro a Comissão Especial formada pela Secretaria Nacional de Direitos Humanos estará no Espírito Santo levantando mais informações sobre o caso.






