Exclusivo: Cynthia Benini fala sobre o estigma e a tentação de ser celebridade
Exclusivo: Cynthia Benini fala sobre o estigma e a tentação de ser celebridade
Atualizado em 04/05/2007 às 19:05, por
Karina Padial/Redação Revista IMPRENSA.
Exclusivo : Cynthia Benini fala sobre o estigma e a tentação de ser celebridade
Por Fotos: Guilherme PerezSer ou não ser celebridade? Para Cynthia Benini esse dilema é ao mesmo tempo um estigma e uma tentação. Modelo desde os 15 anos, quando entrou para a Ford Models, Cynthia desfilou pelo mundo antes de decidir que queria ser jornalista.
Para quem não sabe, ou finge não saber, Cynthia é jornalista profissional, daquelas que tem diploma e tudo. Graduou-se pela FIAM em 1998, na mesma época que Fabiana Scaranzi e Sandra Annenberg. Antes de se tornar atriz, Cynthia sentiu o gosto de trabalhar entre fechamentos e pautas. Atuou no canal SportTV, ajudou a fundar uma revista de comportamento nos anos 90 e produziu conteúdo para o portal IG.
Em 1997, enfim, foi tocada pela fama pela primeira vez, quando representou Emília em "O Direito de Nascer", do SBT, que só foi ao ar em 2001. Em 1998, recebeu o convite para participar de "Era Uma Vez", novela da Globo, na qual interpretou Sharon. Em seguida, foi para a Record onde atuou em "Estrela de Fogo", com a personagem Bia. Voltou para a Globo em 1999, para interpretar Laura, em Malhação. No Projac, chegou ao auge da carreira de atriz em "Laços de Família", com a personagem Isabel. O último trabalho na carreira artística foi em "Pequena Travessa", no SBT, como Pilar. Isso sem falar na passagem pela "Casa dos Artistas". Depois de tudo isso, não é de se estranhar que seu nome esteja mais ligado ao mundo artístico do que ao jornalístico.
Nesta entrevista exclusiva, concedida para IMPRENSA nos estúdios do SBT, Cynthia Benini fala sobre fama, jornalismo e celebridades. Em junho, IMPRENSA publicará um perfil da âncora do "SBT Brasil".
IMPRENSA - No jornalismo, é feio ser bonita?
Cynthia - Não sei se é feio, mas é complicado. No jornalismo ainda existe um certo machismo, mas a beleza dentro de qualquer profissão tem a sua dificuldade. Quando você constrói uma imagem, ela pode ajudar em alguns campos e prejudicar em outros. O trabalho fica um pouco mais árduo. É mais difícil fazer com que as pessoas te valorizem.
IMPRENSA - Você sempre quis ser jornalista ou isso surgiu depois da sua carreira de modelo?
Cynthia - Eu sempre me interessei pelo jornalismo. Sempre gostei muito de viajar. Na época do colégio, eu queria ser correspondente. O adolescente tem um pouco esse sonho de viajar e de conhecer outras culturas. O jornalismo surgiu com esse intuito, da ideologia, de participar de uma história. Só que eu sempre tive muitas oportunidades. E sempre abracei todas. Eu nunca deixei escapar uma grande oportunidade, como essa de estar aqui na bancada com o Carlos Nascimento no "SBT Brasil". Eu nunca pensei em ser modelo, mas aconteceu. Sempre fiz teatro, mas nas peças de escola.
IMPRENSA - Enquanto você estudava jornalismo, já fazia trabalhos como modelo e atriz?
Cynthia - Eu parei de trabalhar como modelo em 97. Me formei na FIAM em 98, na mesma época que a Fabiana Scaranzi e a Sandra Annenberg. Foi uma época boa da FIAM, um período em que grandes jornalistas despontaram. E 98, fui para SportTV, onde eu fazia matérias e apresentava, junto com o Fábio Sormane, um programa de basquete. Nesse ano, eu e uma turma de amigos resolvemos fazer uma revista, que durou um ano, mas foi muito legal. Era bem arrojada. Era uma revista comportamental. No final dos anos 90, época dos clubbers, das grandes raves. A Internet estava explodindo. Logo depois eu fui desenvolver conteúdo em um portal de Internet que era o Super11, que estreou junto com o IG.
IMPRENSA - Quando começou a faculdade queria ser apresentadora de televisão?
Cynthia - Não mesmo. A minha vontade era ser correspondente. Tanto que, quando terminei a faculdade, fui até FENAJ e fiz minha carteirinha internacional para poder viajar e fazer algum curso fora. Eu acredito que para chegar numa bancada você tem que passar por algumas etapas: tem que ser repórter, editor. Tem que entender um pouco de tudo. 





