Elisa Lucinda: "Descobri que não queria mais dar a notícia, mas ser a notícia"
Elisa Lucinda: "Descobri que não queria mais dar a notícia, mas ser a notícia"
Elisa Lucinda : "Descobri que não queria mais dar a notícia, mas ser a notícia"
Por Foto: Divulgação/TV Globo De segunda a sábado, das 21h às 22h, Selma é uma ginecologista que atende no hospital Santa Clara de Assis, no Rio de Janeiro. No trabalho, estão as pessoas mais importantes da sua vida. Seu marido, Lucas, chefe do setor de enfermagem, e sua melhor amiga, Helena, colega de profissão. Já foi vítima de preconceito por ser negra, inclusive, vindo da filha de seu marido, mas não se deixa abater. É uma boa conselheira e está sempre de alto astral.
O bom humor continua no restante do dia, mas a identidade muda. A Dr. Selma, da novela Páginas da Vida, vira a polivalente Elisa Lucinda, de Vitória, Espírito Santo. Atriz, escritora, poeta, professora e, pra quem não sabe, jornalista. Formada na UFES, Elisa chegou a trabalhar como repórter na rede Gazeta, afiliada da TV Globo. Aos poucos, descobriu que não queria mais dar a notícia, mas ser a notícia. Acompanhe a entrevista completa com ela na edição de março da revista IMPRENSA.
IMPRENSA - Quanto tempo você trabalhou como jornalista, onde e como foi sua experiência na área?
Elisa - Meu pai me convenceu a fazer jornalismo, pois já mostrava uma intimidade com a língua, um manejo bom da palavra e era uma pessoa extrovertida. Entrei para o teatro e para a faculdade. Acabei gostando do curso, onde tive acesso a pensadores que não conhecia. Mas não gostava do tal do lead, sublead, os formatos obrigatórios. Nem nunca acreditei muito na imparcialidade. Queria fazer um jornalismo de opinião. Comecei a trabalhar na rede Gazeta, em Vitória. Fui repórter de política, geral e cultura. Entrevistando atores, descobri que não queria mais dar a noticia, mas ser a notícia.
IMPRENSA - Abandonou completamente?
Elisa - Acho que não. Eu nunca parei de escrever, acho que sou uma boa cronista, escrevo também contos e tenho vontade de ter uma revista. Não tenho nenhum arrependimento de ter feito jornalismo. Aprendi, inclusive, um jeito de lidar com os jornalistas (risos).
IMPRENSA - E a poesia, você tem nove livro publicados, continua escrevendo?
Elisa - Comecei a escrever muito nova, mas sou escritora quando tenho vontade, não tenho disciplina. Outro dia ganhei um caderninho e já escrevi em uma semana uns vinte poemas. Acho que todos são "aproveitáveis". E tenho ainda a minha escola de declamação.
IMPRENSA - Como você consegue tempo para todas essas atividades?
Elisa - Minha vida é concomitante, como a natureza, que também é concomitante. Mas o horário me maltrata muito. Eu queria ter mais tempo para fazer as coisas que gosto. Hoje eu não posso perder tempo, se surgiu na minha frente, já estou resolvendo.






