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"Dia Mundial do Repórter Fotográfico": presidente da ARFOC/Bahia avalia o mercado de trabalho para os profissionais da imagem

"Dia Mundial do Repórter Fotográfico": presidente da ARFOC/Bahia avalia o mercado de trabalho para os profissionais da imagem

Atualizado em 31/08/2006 às 18:08, por Lucas Krauss/Redação Portal IMPRENSA.

"Dia Mundial do Repórter Fotográfico": presidente da ARFOC/Bahia avalia o mercado de trabalho para os profissionais da imagem

Por Dia 2 de setembro é o Dia Mundial do Repórter Fotográfico. Existem motivos para comemorar? Quem responde esta pergunta é o jornalista de imagem (como ele prefere ser chamado) Marco Antonio de Carvalho Monteiro, presidente da ARFOC da Bahia (Associação de Repórteres Fotográficos e Cinematográficos). A entidade está realizando uma exposição de foto-jornalismo no Shopping Center Lapa, em Salvador, para celebrar o data. Confira a entrevista:

IMPRENSA - Como anda o mercado de trabalho para os repórteres fotográficos?
Marco Monteiro - Não estamos mais usando o termo "repórter fotográfico" ou repórter "cinematográfico", e sim "jornalistas de imagem". O mercado está restrito e competitivo tanto para jornalistas de texto quanto para os de imagem. Para se ter uma idéia, aqui na Bahia formam-se cerca de 1000 profissionais por ano nas faculdades (de jornalismo). Não há emprego para todos de jeito nenhum.

IMPRENSA - Ainda existem muitos veículos que não colocam corretamente os créditos dos fotógrafos?
Marco Monteiro -
Esta questão melhorou bastante. Os créditos estão saindo de forma satisfatória. Na Bahia, todos que trabalham têm registro profissional. Quando cheguei à Presidência da ARFOC, desvinculei 68 pessoas que não estavam regularizadas.

"A média dos salários na Bahia varia entre R$900,00 e R$1700,00. Já em Aracaju (SE) está abaixo dos R$700,00"

IMPRENSA - Você acha que os jornalistas de imagem ainda são discriminados nas redações e não são encarados como jornalistas?
Marco Monteiro -
O que acontece é que a maioria não tem formação universitária. Muitos ainda entram apenas com algum curso técnico. Muitos estão sendo substituídos por quem tem formação superior, e não necessariamente em jornalismo. Eu apóio isso, mas essa melhora vai acontecer apenas dentro de uns 20, 30 anos.

IMPRENSA - A situação da categoria melhorou nos últimos anos?
Marco Monteiro -
Com certeza. A média dos salários aqui da Bahia varia entre R$900,00 e R$1700,00. Depende do porte do veículo. Já em Aracaju (SE), por exemplo, está abaixo dos R$700,00. Como jornalista de texto, posso sair para fazer uma imagem. Mas o oposto não se verifica. Antes, o fotógrafo que se tornava repórter não tinha uma formação acadêmica, mas isso melhorou. Hoje em dia existe maior interesse pela área. Só agora que alguns alunos estão se formando e preferindo o fotojornalismo. Aqui na ARFOC, por exemplo, temos 5 estagiários de imagem. Todos fazem faculdade de jornalismo e sonham em ser fotógrafos um dia.