Cale a boca, jornalista: Repórter é ameaçado de morte em público no interior de SP
Cale a boca, jornalista: Repórter é ameaçado de morte em público no interior de SP
Cale a boca, jornalista : Repórter é ameaçado de morte em público no interior de SP
O repórter Roberto Pazzianotto, do jornal Dois Pontos , de Capivari, no interior de São Paulo, foi ameaçado de morte em um bar por um capitão da Polícia Militar no último dia 19.A denúncia foi encaminhada ao Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, que emitiu nota repudiando a atitude do policial e pedindo as "devidas providências" à Secretaria de Segurança Pública.
O capitão Luís Carlos Ferreira havia sido transferido de Capivari há quatro meses, depois de arrumar confusão com seguranças e freqüentadores durante uma festa em um clube da cidade. Pazzianotto repercutiu o caso em matéria publicada no Dois Pontos , o que motivou a transferência do capitão.
Há duas semanas, o jornalista estava em um bar quando foi identificado por um ex-policial que acompanhava Ferreira.
Segundo reportagem do jornal de Capivari, o capitão, então, se aproximou do repórter e começou a ofendê-lo, sem obter resposta. Testemunhas afirmaram que Ferreira estava armado, porque manteve a mão na cintura durante toda a discussão.
Em determinado momento, o capitão afirmou que já havia matado 39 pessoas em sua carreira e que Pazzianotto seria o 40º. "Não consegui matar o Caco Barcellos, pois ele é da Globo. Mas com você vai ser muito mais fácil", ameaçou o policial.
Barcellos escreveu um livro, "Rota 66", sobre a corrupção e os crimes cometidos pela polícia de São Paulo.
O capitão Ferreira, depois de tomar o celular do jornalista, pensando que as ameaças estavam sendo gravadas, e devolver o aparelho, encerrou a discussão e deixou o bar.
Pazzianotto registrou um boletim de ocorrência por ameaça e injúria na Delegacia Central de Capivari. 





