Cale a boca, jornalista: Imprensa Livre, pero no mucho
Cale a boca, jornalista: Imprensa Livre, pero no mucho
Atualizado em 23/05/2006 às 10:05, por
Pedro Venceslau e da redação.
Cale a boca, jornalista: Imprensa Livre , pero no mucho
PorFotos: Agência Facto Na madrugada do último dia 18 de maio, a fatídica quinta-feira dos ataques do PCC, a gráfica do jornal Imprensa Livre , de São Sebastião, foi invadida por um grupos de homens encapuzados que se diziam da facção criminosa liderada por Marcola.
Durante o ataque, boa parte da edição e das máquinas de impressão foram queimadas. Igor Veltman, editor-chefe do jornal, que é a única publicação da cidade, descarta que a ação tenha sido orquestrada pelo Primeiro Comando da Capital e acredita em retaliação da Prefeitura, que, por sua vez, nega participação no crime. A Prefeitura prefere não se manifestar sobre as declarações do editor.
Igor Veltman, diretor do jornal Imprensa Livre
IMPRENSA - O ataque contra a gráfica foi feito pelo PCC?
Igor Veltman - Não tem nada ver essa história do PCC ter invadido a gráfica ...Existem muitos indícios que o comandante do ataque é um funcionário lotado no gabinete do prefeito. Esse cara já foi processado por homicídio. Já esteve na prisão. Esteve na zona do meretrício naquela noite dizendo que ia "fazer o Imprensa Livre ". Ele alugou roupas pretas na véspera do ataque.
IMPRENSA - O jornal é perseguido pela Prefeitura?
Veltman - A Prefeitura persegue o jornal desde o momento em que o atual prefeito tomou posse. Ele (prefeito) tem feito uma série de ações de retaliação para fechar o Imprensa Livre . Tínhamos contrato com a Prefeitura para publicar editais até 2007. O prefeito entrou com um projeto criando boletim oficial para não publicar no nosso jornal.
IMPRENSA - Qual o motivo dessa perseguição?
Veltman - Desde a campanha eleitoral publicamos matérias que desagradaram e denunciam Juan Garcia, o atual prefeito. Na época da campanha, quando ele era o favorito, apareceram gravações em vídeo de negociações dele com os donos da empresa de ônibus. Essa foi apenas uma das denúncias de irregularidades que publicamos.






