Brasil perde posições no ranking de liberdade de imprensa
Brasil perde posições no ranking de liberdade de imprensa
Brasil perde posições no ranking de liberdade de imprensa
O Brasil perdeu pontos no ranking mundial de liberdade de imprensa. Caiu três posições em relação ao levnatamento passado no e ficou em 66º lugar. A informação é da ONG "Repórteres Sem Fronteiras", (RSF), responsável por aferir a liberdade de imprensa mundialmente. Diz a ONG: "A imprensa local [brasileira] continua exposta a violentas represálias. Fora das grandes cidades, informar continua sendo um ofício perigoso".
Um dos exemplos citados, em seu informe anual, foi a morte de dois jornalistas em 2004, uma em Mato Grosso do Sul e outra em Pernambuco.
A RSF afirma, ainda, que, segundo as investigações, suspeita-se que Samuel Román, morto em 20 de abril de 2004 em Coronel Sapucaia (MS), teria sido assassinado a mando do próprio prefeito da cidade, uma vez que o jornalista criticava sua gestão na rádio Conquista FM.
Mas nem só de violência física é feito o ranking. Em seu relatório a RSF menciona o caso Larry Rother. Em 11 de maio, o correspondente do "The New York Times" quase teve sua licença de trabalho cassada após a publicação de uma reportagem na qual ele revelava uma suposta preocupação nacional com o consumo de bebidas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Depois da grande repercussão do caso, o governo desistiu da medida.
Líderes do ranking
Cuba segue no encabeçando a lista na América Latina e no Caribe. O México tirou a Colômbia do segundo lugar nos países do continente, segundo a classificação publicada nesta quinta-feira pela RSF.
A organização considera Coréia do Norte, Eritréia e Turcomenistão como "autênticos buracos negros da informação", por isso ocupam os últimos postos dos 167 países analisados desde setembro de 2004.
A RSF também chamou a atenção sobre o Peru, onde apesar de não ter acontecido nenhuma morte de jornalista, "os atos de violência alcançam proporções vertiginosas", com cerca de 30 casos registrados e outros tantos de ameaças.






