Banco dos Réus: CNBB repudia nota de Veja sobre morte de D. Ivo Lorscheiter
Banco dos Réus: CNBB repudia nota de Veja sobre morte de D. Ivo Lorscheiter
Banco dos Réus : CNBB repudia nota de Veja sobre morte de D. Ivo Lorscheiter
A Confederação Nacional dos Bispos do Brasil, CNBB, emitiu nota oficial nesta quarta-feira (14/03) repudiando o registro feito na revista Veja sobre a morte de Dom José Ivo Lorscheiter, bispo emérito da diocese de Santa Maria (RS), ex-secretário-geral e ex-presidente da entidade.Na seção "Datas", a revista afirmou que o bispo "denunciou as torturas e os assassinatos de esquerdistas nos porões dos quartéis" da Ditadura Militar.
"Lorscheiter foi um dos principais defensores da Teoria da Libertação, uma excrescência saída da cabeça de padres ideólogos latino-americanos que tentava conciliar cristianismo e marxismo", registrou Veja , que completou a biografia: "Também apoiou a criação de bandos armados que, a pretexto de lutar pela reforma agrária, deram origem ao MST".
A CNBB classificou as palavras da revista de "incompreensões", "injustiças" e "acusações infundadas".
"Não é justo falar, como faz a revista Veja , que Dom Ivo `politizou o Evangelho para o bem e para o mal´", diz a nota, que repudia principalmente o trecho sobre o apoio a "bandos armados". "Onde estão esses `bandos armados´? Qual foi o nome deles? Como se explica que o sistema de segurança da época não denunciou nem processou Dom Ivo? A quem interessa uma segunda morte de Dom Ivo Lorscheiter?".
Afirmando que o pastor foi "a pessoa certa" para a defesa dos direitos humanos durante a Ditadura Militar, a CNBB afirma que "ele doou sua vida pela Igreja e pelo Brasil em momentos difíceis da nossa história recente".
"Seus méritos são confirmados por todos aqueles que o conheceram de perto e privaram de sua amizade; por aqueles que têm senso de justiça e verdade", afirma a nota, assinada por Geraldo Majella Agnelo, Antonio Celso de Queirós e Odilo Pedro Scherer, respectivamente presidente, vice e secretário-geral da entidade.
Os padres finalizam a nota exigindo de Veja uma "justa reparação ao mal feito", reforçando os sentimentos de dor e repúdio às palavras da revista. 





