Balanço: WAN registra 105 jornalistas assassinados em 2006
Balanço: WAN registra 105 jornalistas assassinados em 2006
Balanço : WAN registra 105 jornalistas assassinados em 2006
Com 105 jornalistas assassinados até o mês de novembro, 2006 é o ano mais mortal para a Imprensa, segundo o balanço semestral da Associação Mundial de Jornais (WAN, na sigla em inglês) divulgado ontem (27/11) em Kiev, na Ucrânia.Os assassinatos de jornalistas se "aceleraram" em todo o mundo nos últimos seis meses do ano. O Iraque lidera a lista, com um total de 44 profissionais assassinados, sendo 23 desde julho.
A entidade aproveitou para lembrar, em relatório, que a morte de jornalistas é "a forma definitiva da censura", mas não a única. De acordo com a WAN, "medidas judiciais, o assédio financeiro e as leis sobre a segurança" continuam sendo utilizadas para "pressionar os jornalistas e restringir a liberdade de imprensa".
Para as regiões da Ásia Central, América Latina e Oriente Médio, o documento redigido pelo relatório da organização afirma que a autocensura é um problema endêmico. "É uma reação natural à repressão e à ameaça da violência", acredita.
Na América, segundo o balanço da WAN, quinze jornalistas foram vítimas de "uma série de mortes brutais" no segundo semestre, um deles no Brasil.
A associação observou que os outros problemas ligados à liberdade de imprensa na região são principalmente de ordem jurídica. A entidade pediu mais liberdade de expressão no Brasil, na Bolívia e no Peru. Além disso, lembrou que mais de 20 jornalistas estão presos em Cuba.
Em outras regiões do planeta foram destacados: os conflitos e instabilidade política no Oriente Médio e no Norte da África, que afetam a capacidade da liberdade de imprensa para progredir; o uso de leis de difamação para controle e pressão da imprensa na Argélia, Marrocos e Egito; a desigualdade entre Ucrânia e Leste Europeu, que avançaram na liberdade de imprensa, e Bielorússia, Uzbequistão e Cazaquistão, que retrocederam; o ambiente complexo e contraditório na Rússia; a repressão na Birmânia, China e Coréia do Norte; e as ameaças, falta de impunidade e estrutura na África Subsaariana. 





