AllTV: Ricardo Kotscho fala de política e jornalismo no "IMPRENSA na TV"
AllTV: Ricardo Kotscho fala de política e jornalismo no "IMPRENSA na TV"
Atualizado em 14/02/2006 às 18:02, por
Por: Gustavo Girotto e Gabriel Mitani* / Redação Portal IMPRENSA.
AllTV : Ricardo Kotscho fala de política e jornalismo no "IMPRENSA na TV"
O entrevistado desta terça-feira (14/02) do programa "IMPRENSA na TV", na AllTV, foi o jornalista Ricardo Kotscho. Um dos mais conhecidos repórteres do jornalismo impresso brasileiro, Kotscho, que também foi secretário de imprensa do governo Lula, se prepara para lançar seu novo livro - "Primeira Página- do Golpe ao Planalto".A entrevista começou com um bate-papo descontraído sobre a dança das cadeiras que anda movimentando os bastidores do telejornalismo brasileiro. "O que falta nos telejornais do Brasil não é âncora, é repórter. Falta a disputa pela matéria exclusiva, pelo furo de reportagem", afirmou.
Quando a conversa caminhou para o período em que foi secretario de imprensa do governo, Kotscho não se esquivou. Afirmou que sempre cobrou do presidente Lula um relacionamento aberto com todos os setores da mídia. E disparou: "Sem dúvida, faltou ao Lula falar com a imprensa. Eu sempre entrei em conflito nessa questão. Nunca entendi essa resistência. Nos dois anos que passei no governo, eu sempre quis que ele falasse. Mas ele foi empurrando o problema com a barriga".
Campanha para Lula em 2006? Nem pensar...
Quando o âncora Pedro Venceslau perguntou se Kotscho iria entrar de cabeça na campanha, a resposta foi contundente: "Não faço campanha para Lula, nem para minha mãe. Preciso cuidar da minha família. Não nasci para trabalhar no governo. É muito complicado."
No final do programa, o ex-secretário de imprensa defendeu o amigo e ex -ministro José Dirceu: "O Brasil não tem tantos políticos capazes como o Zé Dirceu. No que puder ajudá-lo; vou ajudar", finalizou.
Histórico do entrevistado
Filho de imigrantes do Leste europeu, Ricardo Kotscho nasceu em São Paulo, em 1948. Em sua residência, o idioma falado era o alemão, e Ricardo só aprendeu o português aos 7 anos. Acreditando que, em língua portuguesa, se expressava melhor por escrito, começou a escrever muito cedo. Adolescente, trabalhou numa banca de jornais, onde ganhava algum dinheiro e lia tudo o que queria.
Aos 15 anos, começou a escrever para um jornal de bairro. Três anos depois já estava na redação de O Estado de S. Paulo . Figurando entre os mais conceituados jornalistas brasileiros, acompanhou momentos importantes da história do país, fazendo reportagens competentes e corajosas.
Publicou vários livros sobre o ofício jornalístico - entre eles, O massacre dos posseiros (1981), Serra Pelada; uma ferida aberta na selva (1984), A prática da reportagem (1987) -, Nas asas do destino, publicado em 1998, foi seu primeiro livro de ficção. Atualmente, trabalha no lançamento do livro "Do Golpe ao Planalto", previsto para maio.
*Gabriel Mitani é estagiário do Portal IMPRENSA






