A pílula da salvação ou da preocupação? - Por Giovanna Longo/ Unicid
A pílula da salvação ou da preocupação? - Por Giovanna Longo/ Unicid
A pílula da salvação ou da preocupação? - Por Giovanna Longo/ Unicid
PorA pílula do dia seguinte, ou contraceptivo de emergência, é um método anticoncepcional novo no mercado. A embalagem contem 2 comprimidos, que devem ser consumidos no prazo de até 72 horas após a relação sexual.
O acesso fácil e a promessa de acabar com a preocupação de uma futura gravidez, em 98% das mulheres que tomam dentro do prazo, têm atraído adolescentes que adotam esse método como contraceptivo, ao invés de pílulas anticoncepcionais ou até mesmo da camisinha.
A Portaria n° 527 de 20 de Agosto de 2004 da Secretaria Municipal de Saúde, que versa sobre os serviços de saúde sob a gestão municipal que devem efetivar o direito de adolescentes e jovens, pessoas entre 10 e 24 anos, à atenção integral à sua saúde resolve que a pílula do dia seguinte pode ser receitada por enfermeiros, dispensando a consulta médica, e que a prescrição feita por ele serve somente naquela data e o medicamento só pode ser retirado na Unidade Básica de Saúde da qual a receita foi emitida.
Para coibir abusos, a portaria ainda dispõe que caso a mesma usuária solicite a contracepção de emergência mais de uma vez em um período inferior a 30 dias, deverá ser encaminhada para avaliação médica.
A dose alta de hormônio do medicamento, cerca de 20% a mais do que o existente em uma drágea de anticoncepcional torna-se fator preocupante para os profissionais da área médica.O presidente do Conselho Federal de Farmácia, que representa a classe dos farmacêuticos no país, Dr. Jaldo de Souza Santos afirma que é radicalmente contra a auto-medicação irresponsável de anticoncepcionais de qualquer tipo por se tratar de medicação hormonal.
Nas Unidades Básicas de Saúde, em que a pílula está disponível para distribuição, a mulher deve se submeter a uma consulta para obter a receita médica. Nas farmácias, ela consegue comprar a pílula do dia seguinte, sem a necessidade de nenhuma indicação médica, por um preço de varia de R$ 16 a R$ 20 reais. Dentre os efeitos colaterais estão: náusea, vômito, alterações no ciclo menstrual, mamas doloridas, dor de cabeça, dor abdominal e tontura, segundo a bula da Pilem, uma das pílulas do dia seguinte disponíveis no mercado.
Em entrevista sobre a saúde da mulher concedida ao sítio do Dr. Drauzio Varella, o professor do departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Nilo Bozzini diz que: "A complicação ocorre quando o uso esporádico se transforma em rotina. A moça põe equivocadamente na cabeça que, se tiver uma relação a cada dois meses e fizer uso da pílula do dia seguinte, estará tomando menos hormônio. Usá-la rotineiramente é contra-indicado porque leva a quadros de irregularidade menstrual e pode alterar as características hormonais da menina."






