AzMina: Jornalistas mulheres se tornam alvo ao se posicionarem nas redes sociais
Estudo analisou mensagens ofensivas publicadas na web que continham racismo, misoginia e ameaças físicas
Atualizado em 28/01/2022 às 11:01, por
Redação Portal IMPRENSA.
Uma investigação de dados feita pela Revista Azmina, InternetLab e Núcleo jornalismo em parceria com o Volt Data Lab e o INCT.DD, com apoio do ICFJ (International Center for Journalists) revelou que as mulheres jornalistas se tornam uma presa ao demonstrar seus posicionamentos nas redes sociais.
Além dos famigerados casos de misoginia e machismo, elas enfrentam ataques que busca descredibilizar suas opiniões em todos os tipos de temas. Negras e indígenas são as mais afetadas.
A equipe envolvida na pesquisa analisou 240 mensagens ofensivos direcionados a 26 profissionais. Apenas duas em cada dez mensagens foram removidas pelo Twitter. Crédito:Freepic
Haters escrevem mensagens ofensivas em uma tentativa de silenciar as profissionais na web Nas mensagens, racismo, xingamentos pessoais, ofensas à atuação profissional, descrédito intelectual, machismo, ameaças físicas e assédio sexual. Frases como "vá lavar louça", mal amada", "mal resolvida", e termos como "louca", "burra", "maluca", "tapada" e "doente" aparecem com frequência, em uma tentativa, segundo diz a AzMina, "de descredibilizar e silenciar as profissionais".
Os xingamentos mais comuns acusam as profissionais de serem parciais, tendenciosas e manipuladoras. "Ridícula", "fracassada" e "comunista", em um contexto pejorativo, também aparecem. Basta que o hater discorde da informação publicada.
O monitoramento localizou também uma ofensiva de ataques gratuitos a algumas profissionais, principalmente àquelas que trabalham em veículos de grande alcance. É o caso de Maria Julia Coutinho, apresentadora do Fantástico, da TV Globo.
As mensagens vem acompanhadas de ameaças físicas e assédio: a equipe localizou 10 ataques direcionados a Maju de apenas um usuário, todos seguem no ar.
As jornalistas Alice Pataxó e Elaíze Farias foram alvos durante a cobertura de temas relacionados à luta indígena, como o Marco Temporal. Alice foi criticada por ser de origem indígena e ter acesso a um aparelho celular.
Mas a rede também abre espaço para apoio. Em 2.204 mensagens analisadas que incluíam termos sobre raça, a equipe de monitoramento encontrou 157 mensagens de suporte às causas.
Apenas duas em cada dez mensagens apontadas como ofensivas na análise foram retiradas do ar. O Twitter afirma que "tem uma política contra a propagação do ódio de proíbe tuítes com conteúdos de linguagem desumanizante com base em religião, casta, idade, deficiência, doença, raça, etnia ou naturalidade, gênero, identidade de gênero ou orientação sexual. Já a política de comportamento abusivo proíbe o envolvimento ou estímulo ao assédio direcionado".
"Para ajudar nossas equipes a entender o contexto, às vezes precisamos ouvir da pessoa diretamente afetada para garantir que temos as informações necessárias antes de tomarmos as medidas corretivas, que podem incluir remoção e/ou redução de visibilidade de um tweet até a suspensão permanente da conta", disse a plataforma à AzMina.
Para elaborar a pesquisa, foram analisados perfis de 200 jornalistas (133 mulheres e 67 homens) de diferentes orientações sexuais, perfis raciais e étnicos, funcionários de diversos veículos de imprensa de todas as regiões do país.
Foram coletados 7.082.247 milhões de tuítes e retuítes entre 15 de maio e 27 de setembro de 2021, e ao analisar tuítes que tiveram ao menos uma curtida ou RT como engajamento, 2.455 postagens foram consideradas ofensivas.
Além dos famigerados casos de misoginia e machismo, elas enfrentam ataques que busca descredibilizar suas opiniões em todos os tipos de temas. Negras e indígenas são as mais afetadas.
A equipe envolvida na pesquisa analisou 240 mensagens ofensivos direcionados a 26 profissionais. Apenas duas em cada dez mensagens foram removidas pelo Twitter. Crédito:Freepic
Haters escrevem mensagens ofensivas em uma tentativa de silenciar as profissionais na web Nas mensagens, racismo, xingamentos pessoais, ofensas à atuação profissional, descrédito intelectual, machismo, ameaças físicas e assédio sexual. Frases como "vá lavar louça", mal amada", "mal resolvida", e termos como "louca", "burra", "maluca", "tapada" e "doente" aparecem com frequência, em uma tentativa, segundo diz a AzMina, "de descredibilizar e silenciar as profissionais". Os xingamentos mais comuns acusam as profissionais de serem parciais, tendenciosas e manipuladoras. "Ridícula", "fracassada" e "comunista", em um contexto pejorativo, também aparecem. Basta que o hater discorde da informação publicada.
O monitoramento localizou também uma ofensiva de ataques gratuitos a algumas profissionais, principalmente àquelas que trabalham em veículos de grande alcance. É o caso de Maria Julia Coutinho, apresentadora do Fantástico, da TV Globo.
As mensagens vem acompanhadas de ameaças físicas e assédio: a equipe localizou 10 ataques direcionados a Maju de apenas um usuário, todos seguem no ar.
As jornalistas Alice Pataxó e Elaíze Farias foram alvos durante a cobertura de temas relacionados à luta indígena, como o Marco Temporal. Alice foi criticada por ser de origem indígena e ter acesso a um aparelho celular.
Mas a rede também abre espaço para apoio. Em 2.204 mensagens analisadas que incluíam termos sobre raça, a equipe de monitoramento encontrou 157 mensagens de suporte às causas.
Apenas duas em cada dez mensagens apontadas como ofensivas na análise foram retiradas do ar. O Twitter afirma que "tem uma política contra a propagação do ódio de proíbe tuítes com conteúdos de linguagem desumanizante com base em religião, casta, idade, deficiência, doença, raça, etnia ou naturalidade, gênero, identidade de gênero ou orientação sexual. Já a política de comportamento abusivo proíbe o envolvimento ou estímulo ao assédio direcionado".
"Para ajudar nossas equipes a entender o contexto, às vezes precisamos ouvir da pessoa diretamente afetada para garantir que temos as informações necessárias antes de tomarmos as medidas corretivas, que podem incluir remoção e/ou redução de visibilidade de um tweet até a suspensão permanente da conta", disse a plataforma à AzMina.
Para elaborar a pesquisa, foram analisados perfis de 200 jornalistas (133 mulheres e 67 homens) de diferentes orientações sexuais, perfis raciais e étnicos, funcionários de diversos veículos de imprensa de todas as regiões do país.
Foram coletados 7.082.247 milhões de tuítes e retuítes entre 15 de maio e 27 de setembro de 2021, e ao analisar tuítes que tiveram ao menos uma curtida ou RT como engajamento, 2.455 postagens foram consideradas ofensivas.





