Na última quinta-feira (06), 24 jornalistas foram expulsos de Mogadíscio, capital da Somália, por autoridades da autoproclamada República de Somaliland. Os profissionais combatiam as dificuldades do exercício da profissão e a violência da repressão do governo vigente.
Os jornalistas moravam em uma casa cedida pelo Sindicato Nacional de Jornalistas Somalis (SNJS) e pela Associação dos Jornalistas de Somaliland, na região de Hargeisa. A casa servia de refúgio para profissionais que eram perseguidos na cidade de Morgadíscio, cidade em que, só neste ano, quatro jornalistas foram mortos.
De acordo com informações do Jornalistas Online, a Federação Internacional de Jornalistas (FIJ) declarou que a decisão de expulsar os repórteres é um grande retrocesso. A instituição fez um apelo às autoridades para que anulem a decisão.
"Antes desse incidente, a Somaliland tinha a reputação de ser um local seguro para jornalistas que eram ameaçados na Somália", salientou Gabriel Baglo, diretor da FIJ. A federação teme que as ações tomadas pelo governo transitório da Somália façam com que o país se torne cada vez mais perigoso para os profissionais de comunicação.
As intenções do governo transitório da Somália são de minimizar a cobertura do conflito militar entre as autoridades e os rebeldes islamitas, além de proibir a exibição de entrevistas de líderes da oposição.
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