Autor do livro "Gomorra" é ameaçado de morte pela máfia italiana e é defendido por ministro
Autor do livro "Gomorra" é ameaçado de morte pela máfia italiana e é defendido por ministro
Após receber ameaça de morte da máfia local, o escritor italiano Roberto Saviano, autor do livro "Gomorra", que conta como a máfia funciona, anunciou, na última quarta-feira (15), que iria deixar sua terra natal. O ministro do Interior da Itália, Roberto Maroni, se opôs à sua saída do país, embora tenha concordado que seja perigoso que ele continue no país. "Saviano é um símbolo, não o símbolo da luta contra a Camorra [grupo mafioso de Nápoles]. Desejo que continue na Itália, ir embora não me parece boa idéia", declarou Maroni.
Segundo reportagem da agência Ansa Latina, o ministro ressaltou, ainda, que "além da repercussão na mídia e da situação pessoal de Saviano, a luta contra o crime organizado se faz quotidianamente por todas as forças do Estado, e sempre mais com a participação dos cidadãos". Ele conclui que, a saída do autor do país "não garante que se evitará a vingança da máfia, que não tem confim".
Maroni acrescentou que o crime organizado é combadito pelo Governo e que querem "preservar, com todos os meios, quem testemunha esta luta contra a criminalidade que é feita pela polícia, pela Justiça e pelos empreendedores, que estão em primeira linha, mas não estão nas primeiras páginas dos jornais".
Saviano, que está desde 2006 sob proteção da polícia italiana, foi premiado na Feira do Livro de Frankfurt (Alemanha) nesta semana. Seu livro "Gomorra" foi a inspiração para o filme homônimo que recebeu o prêmio de melhor adaptação para o cinema no evento.
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