Autor de livro sobre judeus, jornalista brasileiro é tema de série em diário americano
Autor de livro sobre judeus, jornalista brasileiro é tema de série em diário americano
Com uma mão dada ao jornalismo e a outra à literatura, como ele mesmo gosta de dizer, o editor de textos do programa "Hoje em Dia", Lucius de Mello, escreveu uma obra dedicada à história das famílias judias e cristãs da Alemanha que, perseguidas pelo nazismo de Hitler, procuraram abrigo em Rolândia, cidade localizada no norte do Paraná. Entretanto, por ironia ou coincidência, essas famílias se tornaram vizinhas de outros refugiados, que idolatravam a suástica hitlerista e tiveram que conviver com eles.
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| O jornalista Lucius de Mello |
"A Travessia da Terra Vermelha - uma saga dos refugiados judeus no Brasil" foi um verdadeiro trabalho de reportagem, que levou o jornalista à Rolândia e à Alemanha, com a descoberta de histórias sobre personagens curiosos, alguns ligados a importantes nomes braisleiros, como o do pintor Cândido Portinari.
Além de jornalista e escritor, Mello é pesquisador do Laboratório de Estudos sobre Etnicidade, Racismo e Discriminação da Universidade de São Paulo (LEER). Mello afirmou ao Portal IMPRENSA que o convite para participar do LEER se deu somente durante o processo de produção do livro. "Eu sempre gostei de pesquisa, e o convite veio quando eu fui até o LEER para buscar informações para o meu trabalho".
"Ser jornalista ajudou muito na produção do livro. Começei a trabalhar em 1985 e, nesses 22 anos de reportagem, aprendi a não desistir das histórias e a ter perseverança para achar outra maneira de se chagar à verdade", enfatiza Mello.
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| Capa do livro de Lucius de Mello |
Dessa forma, interessada no trabalho de Mello, a repórter Linda Slupsky, do jornal norte-americano The Epoch Times , realizou uma entrevista com ele e está publicando uma série de três matérias sobre o trabalho do autor brasileiro. Duas já foram veiculadas, em outubro de 2007. "Linda viu as fotos das festas nazistas na internet e veio atrás de mim".
Questionado sobre o papel da literatura na sua vida, o jornalista finaliza dizendo que a literatura o permitiu "entrar no mundo subjetivo de Rolândia".






