Audiência pública apresenta sugestões da sociedade para a TV Brasil
Audiência pública apresenta sugestões da sociedade para a TV Brasil
Na última quinta-feira (9), em Brasília (DF), uma audiência pública sobre a TV Brasil recebeu sugestões sobre a programação da emissora. A audiência, na opinião do ministro Franklin Martins, da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, foi "extremamente produtiva".
| Arquivo IMPRENSA | |
| Tereza Cruvinel |
A presidente da Empresa Brasileira de Comunicação (EBC), Tereza Cruvinel, declarou, segundo a Agência Brasil, estar satisfeita com a audiência. " A sociedade veio, disse o que pensa deu sugestões e fez críticas, estamos aqui para fazer o que a sociedade deseja. A TV pública fica mais pública cada vez que a sociedade vem".
Na opinião da representante da Associação Brasileira de Cineastas (Abraci), a diretora Tetê Moraes, a parceria do canal com as produções cinematográficas ainda é "tímida". Ela defende que a TV pública tenha contratos de pré-compra e participe do financiamento de produções, além de ter "mecanismos administrativos mais simplificados" para estabelecer parcerias.
A organização Intervozes - Coletivo Brasil de Comunicação Social - mostrou preocupação com o funcionamento da TV Brasil e da EBC e as fontes de financiamento. "Não há como garantir uma programação de qualidade, o funcionamento de um parque transmissor que faça com que o sinal chegue à população, se não houver recurso necessário para isso. Comunicação é um tipo de atividade que demanda alto grau de investimento", explicou Jonas Valente, integrante do Intervozes, presente na audiência.
Luiz Gonzaga Belluzo, presidente do Conselho Curador da EBC, defendeu a vinculação de recursos como forma de garantir a autonomia da TV pública. Ele declarou, ainda, que a programação deve ser "diversificada culturalmente" e ter "conteúdos regionais". Belluzo disse que a TV pública "tem que se ater a essa programação resistindo a tentação de ter audiência a qualquer preço".
De acordo com o professor Murilo César Ramos, da Faculdade de Comunicação Universidade de Brasília (UnB), essa foi a primeira vez que um canal de televisão no Brasil promoveu uma audiência para ouvir a sociedade. "A discussão sobre comunicação, televisão, rádio, novas mídias é uma discussão interditada. Ela não sai em veículos que não seja a própria TV Brasil, eventualmente na TV Câmara ou na TV Senado", disse o professor, que acompanhou a audiência.
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