Atiradores ferem jornalista na Síria; imprensa é alvo de grupos extremistas no país

Murhaf Ruaa, jornalista do canal iraniano Al-Alam, cobria o conflito na Síria quando foi ferida por um atirador de um grupo extremista islâmico ligado a Al-Qaeda.

Atualizado em 29/11/2013 às 15:11, por Redação Portal IMPRENSA.



De acordo com a Agência Prensa Latina, repórteres que acompanham a guerra no país têm sido alvos de ataques semelhantes por grupos fundamentalistas. Em abril de 2012, membros da al-Nusra, outra facção da al-Qaeda, sequestrou Mohammed al-Sayed, jornalista sírio e apresentador de TV. Um mês depois, ele foi decapitado.
Na cidade de Qusseir, extremistas islâmicos atacaram Yara Abbas, correspondente do canal de notícias sírio al-Ikhbariya. A repórter foi morta juntamente com o cinegrafista. Já o jornalista Hassam Mhena, enviado para Aleppo, foi morto enquanto cobria com uma festa em escola síria.

Em julho deste ano, os grupos também assassinaram os documentaristas iranianos Esmail Heidari e Hadi Baqbani em torno da capital Damasco, mesmo local em que a correspondente Maya Naser morreu em setembro do ano passado.
Os ataques à imprensa no país acontecem desde 2011, ano em que o conflito começou. Extremistas islâmicos de nações vizinhas iniciaram uma guerra midiática intensa, na qual diversos meios de comunicação e canais por satélite, como a Al–Jazeera, foram afetados.
De acordo com um relatório recente da organização Repórteres Sem Fronteiras (RWF), 25 jornalistas foram mortos após dois anos de guerra, enquanto outros 16 permanecem sequestrados por grupos jihadistas.