Associação Mundial de Jornais e Editores anuncia 88 assassinatos de jornalistas em 2009
Associação Mundial de Jornais e Editores anuncia 88 assassinatos de jornalistas em 2009
Um relatório divulgado nesta segunda-feira (30) pela Associação Mundial de Jornais e Editores de Notícias mostra que, desde o início de 2009, foram assassinados 88 jornalistas em todo o mundo.
Em comunicado, a entidade lembra o "ataque horrível" ocorrido nas Filipinas em 23 de novembro, que deixou 30 jornalistas mortos. "Foi o ataque mais mortífero na memória da imprensa. Com este atentado, o número de jornalistas mortos naquele país, só este ano, subiu para 35, tornando as Filipinas o país mais perigoso do mundo para jornalistas", diz a nota.
A instituição mencionou, ainda, que pelo menos 170 profissionais de imprensa qua foram presos em 2009 continuam detidos. Para a Associação Mundial de Jornais e Editores de Notícias, "a hostilidade de muitos governos perante qualquer forma de dissidência continua a impedir a divulgação independente de notícias na Ásia", e deu como exemplo a China, o Sri Lanka e o Nepal.
Já o Oriente Médio e a África sofrem com a "intolerância à verdade, à dissidência e à sátira", e cita a tentativa de acabar com a liberdade de expressão a censura feita a alguns blogs e páginas pessoais na Internet. "Isto revela o quanto os governos acreditam que a Internet pode ser uma ameaça ao seu poder", diz o comunicado.
Sobre a América Latina, o documento refere que "os repórteres estão sendo mortos com impunidade, enquanto os críticos e os veículos que fazem oposição são arbitrariamente silenciados". A Europa e a Ásia Central também não estão isentas de críticas; para a entidade continuam exitindo problemas, sobretudo na área dos direitos humanos, informou a agência de notícias Reuters.
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