Assessoria de Comunicação é discutida em São Pedro

Assessoria de Comunicação é discutida em São Pedro

Atualizado em 26/08/2005 às 13:08, por Thaís Naldoni e  de São Pedro.

Por Profissionais do estado de São Paulo se reúnem para discutir a Assessoria de Comunicação, buscar novos rumos e debater o futuro da profissão

Questões como o futuro da profissão e os caminhos que o assessor de comunicação vem abrindo, estão sendo debatidas no 20º Encontro Estadual de Jornalistas em Assessoria de Comunicação (EEJAC), organizado pela Comissão Permanente e Aberta de Jornalistas em Assessoria de Comunicação, do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo (SJSP).

Durante a abertura do evento - que está acontecendo entre dos dias 25 a 28 de agosto, no Hotel Fazenda Fonte Colina Verde - estiveram presentes o presidente da FENAJ, Sérgio Murillo e o presidente do SJSP, Fred Ghedini.

O Prof. Dr. Laurindo Lalo Leal Filho, docente da ECA/USP, foi o palestrante da Conferência de Abertura, que teve como tema "A comunicação como elemento de poder e dominação" e a campanha "Quem financia a baixaria é contra a cidadania - O assessor de imprensa neste contexto".

Modernização das leis e o papel do assessor de comunicação

Segundo o professor, no Brasil, a televisão exerce um fascínio impar, visto que possui grande qualidade técnica. Além disso, cerca de 80% da população só se informa através da TV. "Temos uma qualidade técnica comparável às melhores do mundo, porém a programação não acompanha esta qualidade", explica.

Para melhorar a qualidade da programação, de acordo com ele, é necessário, como medida de urgência, modernizar a legislação. "Na Europa, a legislação é revista e modernizada a cada cinco anos. As leis do Brasil que regem a TV são de 1962", alerta.

Para combater a má qualidade da programação, o Prof. Laurindo cita as ações da campanha "Quem financia a baixaria é contra a cidadania" e fala sobre a importância do papel do assessor de comunicação neste contexto. "O assessor deve mostrar à empresa que a visão simplista de associar sua marca à programas de altos índices de audiência, nem sempre dá os melhores resultados, já que a marca da empresa fica atrelada, muitas vezes, à programas de baixa qualidade", analisa.

Ele completa alertando que programas de menor audiência, porém mais segmentados e de público-alvo mais qualificado, podem gerar dividendo semelhantes e até superiores. "Apesar de ser contra propaganda na TV Cultura, o fato de as Casas Bahia ter deixando de patrocinar programas que constam no "ranking da baixaria" e passado para a TV Cultura, mostra que a empresa se preocupa com sua imagem perante o consumidor", finaliza.

Para mais informações sobre o "ranking da baixaria", basta acessar o site www.eticanatv.org.br.