Assassinato de jornalista gera onda de protestos no México

O assassinato do jornalista mexicano Javier Valdez Cárdenas, que trabalhava para veículos locais e era colaborador da AFP, gerou onda de protestos no México na última terça-feira (16).

Atualizado em 17/05/2017 às 12:05, por Redação Portal IMPRENSA.

Ele é o quinto jornalista assassinado no país este ano, terceiro mais perigoso do mundo para exercer a profissão, segundo a Repórteres Sem Fronteiras (RSF). Crédito:Reprodução Twitter Durante as manifestações, que aconteceram em 11 Estados, profissionais de imprensa usaram as frases "estão nos matando" e "nem um a mais", segundo o site do La Jornada.
Conhecido e premiado por reportagens sobre o narcotráfico, Valdez foi morto a tiros em plena luz do dia em Culiacán, capital do Estado de Sinaloa, no noroeste do México.
Segundo o Centro Knight de Jornalismo nas Américas, quando outra jornalista corajosa e respeitada, Miroslava Breach, também correspondente do La Jornada, foi morta no dia 23 de março de 2017 no estado vizinho de Chihuahua, Valdez escreveu em seu Twitter: “Eles mataram Miroslava por ter uma língua grande. Que nos matem todos, se essa for a pena de morte por reportar neste inferno. Não ao silêncio.”
O corpo de Breach foi encontrado com um cartaz que dizia “Por lengua larga” (“por ter uma língua grande”), acusando a jornalista de espalhar rumores.