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As dublagens de Marco Antonio Abreu e o cicloativismo de Evelyn Araripe

A voz do titio Crédito:Pati Patah Antes dos 17 anos, a voz do apaixonado por rock Marco Antonio Abreu já tinha um grave marcante, característica-chave de seu trabalho como jornalista, apresentador, locutor, dublador e ator.

Patah Antes dos 17 anos, a voz do apaixonado por rock Marco Antonio Abreu já tinha um grave marcante, característica-chave de seu trabalho como jornalista, apresentador, locutor, dublador e ator. De segunda a sexta, às 18h, o “titio”, como é conhecido, ancora o programa “Alternativa”, da rádio Kiss FM. Mas, em outros horários e plataformas, ele pode ser o Patrick, do desenho “Bob Esponja”; ou Rick Grimes, da série “The Walking Dead”; isso para falar de apenas dois dos personagens com a sua voz, também já emprestada a filmes, games, novelas e documentários.
Natural de Santos (SP), o “titio” já fazia teatro e rádio antes de cursar jornalismo. Formado e com experiência em veículos locais, em 1997 ele veio a São Paulo. “Trouxe CDs com trechos do meu trabalho e visitei várias rádios. Fui contratado na Eldorado como repórter”, recorda. O gosto e a curiosidade pela dublagem levaram a um curso na área e aos primeiros papéis. “Fazia a placa, sabe? ‘Ohio, 300 milhas’. O abre alas foi participar do Bob Esponja. Mudou a minha vida”.
Fã de rock desde a época de caiçara, Abreu está na Kiss FM desde 2003, onde faz a “pós-graduação e doutorado em rock”. Quando não está no estúdio da rádio, ele dubla seus personagens em outros estúdios, das 9h às 12h40, das 14h às 17h e das 20h30 às 22h. “Às vezes penso: será que abriu o sol?”, brinca ele. “Mas, faço as dublagens com muito tesão. Encontrei a fórmula mágica de me divertir e ser remunerado. Não deixei de ser jornalista, mas se estivesse só no jornalismo me divertiria menos”.
Cicloativismo contra o caos Crédito:Arquivo Pessoal As dublagens de Marco Antonio Abreu e o cicloativismo de Evelyn Araripe Desde adolescente, Evelyn Araripe falava que queria fazer jornalismo. “Eu detestava exatas, não curtia muito biológicas e amava as aulas de português, literatura e redação. No meio disso, acabei fazendo alguns cursos livres de jornalismo. Então, foi uma escolha natural”. Quando se mudou de Piracicaba (SP) para São Paulo, encontrou uma cidade tão caótica que teve de adotar a bicicleta para não morrer de agonia parada no trânsito.
“Para vencer alguns obstáculos, comecei a participar da Bicicletada toda última sexta-feira do mês, onde conheci vários cicloativistas que me ajudaram e acabei me envolvendo com o tema”. Cansada do jornalismo tradicional, se especializou em educação ambiental e foi contratada como educomunicadora em uma ONG. “Ganhava bem menos, mas era extremamente mais feliz”.
Pouco tempo depois, foi para o Zâmbia, estudou e voltou já envolvida num projeto que aliava duas paixões: bicicleta e empreendedorismo. Criou, com mais três amigos, o Gangorra, um espaço de trabalho compartilhado que reúne iniciativas de mobilidade urbana (principalmente bicicleta) e projetos de melhoria da qualidade de vida nas cidades. Meu principal trabalho é identificar sinergias entre os integrantes e ajudá-los a potencializar suas iniciativas, captar recursos etc.
As dublagens de Marco Antonio Abreu e o cicloativismo de Evelyn Araripe

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