Após um ano, jornalista que estava no Legacy é notificado por processo de calúnia

Após um ano, jornalista que estava no Legacy é notificado por processo de calúnia

Atualizado em 29/09/2009 às 08:09, por Redação Portal IMPRENSA.

O jornalista norte-americano Joe Sharkey - que estava no jato Legacy que se colidiu com o Boeing da Gol, em setembro de 2006 - foi notificado a apresentar defesa em um processo por calúnia e difamação. A ação foi movida em 2008 por Rosane Gutjhar, viúva de uma das 154 vítimas do acidente aéreo, que completa nesta terça-feira (29) exatos três anos.

De acordo com o advogado de Rosane, Dante Aquino, por meio de um blog pessoal, Joe Sharkey teria lançado uma campanha em defesa dos pilotos do Legacy, Joe Lepore e Jan Paladino. O advogado - que representa a Associação de Familiares e Amigos do Voo 1907 - alega ainda que o objetivo da página pessoal do jornalista é mobilizar a população dos EUA a impedir o retorno dos pilotos ao Brasil. Joe Lepore e Jan Paladino são suspeitos de terem desligado o equipamento anticolisão da aeronave, o que teria causado o choque com o avião da Gol.

De acordo com a assessoria da Associação, Sharkey teria tentado driblar a entrega da notificação. Na ação, aberta em setembro de 2008, o advogado pede indenização por danos extrapatrimoniais, valores pagos pelo jornalista nos EUA. Após a notificação, Sharkey terá prazo legal para fazer alegações.

No dia 29 de setembro de 2009, um avião da Gol que fazia o trajeto de Manaus (AM) a Brasília (DF), se chocou em pleno ar com o jato Legacy, que seguia de São Paulo aos Estados Unidos. O Boeing da companhia brasileira caiu em uma região de mata fechada do Mato Grosso.

O acidente culminou em 154 mortos, incluindo passageiros e tripulantes da aeronave. O Legacy conseguiu pousar em uma base aérea no sul do Pará. Todos os tripulantes da aeronave norte-americana sobreviveram. A informação é do G1.

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