O jornalista português e editor de imagens da TV Al Jazeera, João Duarte, foi um dos seis profissionais da rede de TV árabe mantidos sob custódia pela polícia do Egito na última segunda-feira (31). Em entrevista ao portal tv24i.pt, Duarte declarou que, apesar de não terem sofrido violência, o grupo chegou a ser ameaçado pelas autoridades.
"Basicamente estivemos lá retidos durante uma hora", disse. "Não houve violência. Mas eles estavam todos armados com metralhadoras e facas. Disseram-nos que estávamos a criar muitos problemas e que não éramos bem-vindos aqui e não nos queriam ver novamente", relatou.
O grupo, que contava ainda com três britânicos e dois australiano, teve equipamentos de filmagem e edição confiscados por militares armados. "Estivemos em filmagens e depois voltamos para o hotel, onde estávamos a editar uma peça. Quando estávamos a enviá-la por satélite, 10 militares armados entraram no quarto". Os seis jornalistas da Al Jazeera foram mantidos no quartel-general do Exército egípcio, no Cairo, e liberados no mesmo dia.
Porém, os militares não devolveram o material confiscado aos profissionais. "Ficaram com tudo o que pudesse de alguma forma transmitir informação", informo Duarte. A detenção dos jornalistas da emissora árabe aconteceu um dia depois que o Ministério da Informação local suspendeu as operações da Al Jazeera no país e o cancelamento das licenças da rede de TV.
Após o veto, a emissora pediu ajuda aos internautas para manter o fluxo de informações sobre a cobertura das manifestações de rua contra o presidente Hosni Mubarak, que está há 30 anos no poder. Em comunicado à imprensa, um porta-voz da Al Jazeera solicitou a qualquer pessoa que tenha conteúdo sobre o tema para enviá-lo à rede - que criou todo o seu material sobre os conflitos no Egito sob a chancela de Creative Commons, que permite a livre veiculação de conteúdo.
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"Basicamente estivemos lá retidos durante uma hora", disse. "Não houve violência. Mas eles estavam todos armados com metralhadoras e facas. Disseram-nos que estávamos a criar muitos problemas e que não éramos bem-vindos aqui e não nos queriam ver novamente", relatou.
O grupo, que contava ainda com três britânicos e dois australiano, teve equipamentos de filmagem e edição confiscados por militares armados. "Estivemos em filmagens e depois voltamos para o hotel, onde estávamos a editar uma peça. Quando estávamos a enviá-la por satélite, 10 militares armados entraram no quarto". Os seis jornalistas da Al Jazeera foram mantidos no quartel-general do Exército egípcio, no Cairo, e liberados no mesmo dia.
Porém, os militares não devolveram o material confiscado aos profissionais. "Ficaram com tudo o que pudesse de alguma forma transmitir informação", informo Duarte. A detenção dos jornalistas da emissora árabe aconteceu um dia depois que o Ministério da Informação local suspendeu as operações da Al Jazeera no país e o cancelamento das licenças da rede de TV.
Após o veto, a emissora pediu ajuda aos internautas para manter o fluxo de informações sobre a cobertura das manifestações de rua contra o presidente Hosni Mubarak, que está há 30 anos no poder. Em comunicado à imprensa, um porta-voz da Al Jazeera solicitou a qualquer pessoa que tenha conteúdo sobre o tema para enviá-lo à rede - que criou todo o seu material sobre os conflitos no Egito sob a chancela de Creative Commons, que permite a livre veiculação de conteúdo.
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