Após ser detido por denunciar fraude, repórter chinês "confessa" erro em TV estatal

O jornalista chinês Chen Yongzhou, detido por escrever reportagens sobre negociatas de uma companhia de equipamentos de construção da província de Hunan, localizada no sul do país, "confessou" ter fabricado textos e cometido equívocos.

Atualizado em 28/10/2013 às 09:10, por Redação Portal IMPRENSA.


Crédito:Reprodução Chen Yongzhou assumiu culpa por erro em reportagem
Segundo a AFP, no último sábado (26/10), o canal de televisão estatal CCTV exibiu um depoimento do repórter. "Estou disposto a admitir minha culpa e mostrar arrependimento", disse.


Chen escreveu diversos artigos para o jornal New Express , baseado na cidade de Cantão, sul do país, alegando irregularidades financeiras na Zoomlion, que nega as acusações. O jornal, que o defendeu durante a semana, em um raro gesto de desafio da imprensa chinesa, apresentou no último domingo (27/10) um pedido de desculpas em sua primeira página.


"Este jornal não foi suficientemente rigoroso no controle dos fatos denunciados na primeira versão da matéria", informou. "Depois do incidente, o jornal adotou medidas inadequadas que afetaram muito a confiança pública nos meios de comunicação", acrescentou.


De acordo com a BBC Brasil, a corrupção é conhecida no jornalismo chinês, com histórias relatadas por empresas para prejudicar suas rivais. Recentemente, diversos suspeitos de crimes famosos no país fizeram confissões públicas na TV, que fazem parte da lei penal chinesa.


Especialistas dizem que confissões feitas sob coerção são frequentes, embora uma emenda aprovada no início do ano proíba que autoridades façam qualquer pessoa incriminar a si mesma. A mídia estatal diz que o repórter aceitou propinas, mas não esclareceu quem poderia ter pago.


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