Após restringir acesso a redes sociais, Egito bloqueia serviços de internet

Após restringir acesso a redes sociais, Egito bloqueia serviços de internet

Atualizado em 28/01/2011 às 08:01, por Redação Portal IMPRENSA.

Divulgação
Hosni Mubarak
Na madrugada desta sexta-feira (28), os serviços de internet no Egito saíram do ar, momentos antes do início das manifestações contra o governo do presidente Muhammad Hosni Said Mubarak. De acordo com informações do portal Veja.com, usuários egípcios reclamavam de lentidão acima do normal na navegação durante a tarde de quinta (27).

Na terça-feira (25), o governo já havia bloqueado o acesso ao Twitter e ao Facebook. As redes sociais eram usadas pelos opositores do governo para exigir a deposição de Hosni Mubarak, que está há 30 anos no poder, e organizar manifestações de rua.

Além da internet e do bloqueio aos sites de relacionamento, os serviços de mensagens de texto via celular (SMS) também foi afetado. Cerca de 20 integrantes da Irmandade Muçulmana, grupo que havia anunciado sua participação nas manifestações "de cólera" previstas para esta sexta, foram presos, segundo informou a AFP.

As autoridades locais também realizaram a detenção do operador de imagens e seu assistente, que cobriam os confrontos entre manifestantes e a polícia para a agência de notícias Associated Press.Outro profissional de imprensa, um fotógrafo que estava a serviço da AP, foi agredido por um policial. Em comunicado, o Ministério do Interior do país informou que "reitera sua advertência contra tais ações e afirma que medidas decisivas serão tomadas para enfrentá-las, de acordo com a lei".

Os protestos no Egito contra o regime de Hosni Mubarak completaram quatro dias. Até mesmo a secretaria de Estado dos EUA, Hillary Clinton, pediu ao governo egípcio para permitir a realização de manifestações pacíficas, e declarou que este é o momento ideal para que o país adote medidas para implantar reformas sociais, econômicas e políticas, segundo informou o Jornal do Brasil .

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