Após reportagem, jornalista da Pública é ameaçado e TSE determina que Telegram apague grupo bolsonarista
Atualizado em 28/10/2022 às 16:10, por
Redação Portal IMPRENSA.
Após a Agência Pública e o jornalista Thiago Domenici, que é diretor, editor e repórter do veículo, tornarem-se alvos de ataques e ameaças feitas por participantes de um grupo de bolsonaristas no Telegram, o ministro Alexandre de Moraes, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ordenou nesta sexta-feira (28 out/22) que os responsáveis pelo aplicativo de mensagens deletassem o grupo, que tem mais de 180 mil integrantes.
Conhecido como “Nova Direita 70 Milhões”, o grupo foi objeto de uma reportagem assinada por Domenici e veiculada na Pública sobre discurso de ódio e violência durante o período eleitoral. Em áudios aos quais o jornalista teve acesso e que depois foram analisados pelo TSE, um dos líderes do grupo, o empresário Jackson Villar, defende o uso de violência contra críticos do presidente Jair Bolsonaro. Crédito: Reprodução Pública Organizador de motociatas de Bolsonaro em São Paulo, Villar também diz nos áudios que tem vontade de "meter bala na cabeça do Xandão", e que só não o fez por falta de oportunidade. Após a publicação da matéria, membros do grupo passaram a ameaçar o jornalista.
Em sua determinação para que o Telegram apagasse o grupo, Moraes destaca a presença de "falas odiosas" e de "apologia à prática de atos criminosos e violentos, como agressões físicas a opositores".
Violência e ameaças
Nos áudios divulgados na matéria de Domenici, Jackson Villar também afirma que “cientista político tem que apanhar”, que a população baiana não é confiável e que eleitores de Lula devem ser ameaçados.
Os diálogos aconteceram entre os dias 3 e 23 out/22. Jackson Villar também defendeu vandalismo de urnas eletrônicas e sugeriu que estaria preparado para “quebrar esquerdista no cacete”.
Entidades condenaram os ataques sofridos pelo jornalista da Pública. A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) lembrou que, em 11 anos de existência, a Pública notabilizou-se por trabalhos investigativos jornalísticos premiados no Brasil e no mundo.
"A Abraji insta autoridades públicas a garantir a segurança de Thiago Domenici e investigar os grupos organizados que ameaçam e incitam a violência contra jornalistas. Os ataques de hoje constituem um atentado contra a liberdade de imprensa, que vive o momento mais sombrio desde a redemocratização do país."
Conhecido como “Nova Direita 70 Milhões”, o grupo foi objeto de uma reportagem assinada por Domenici e veiculada na Pública sobre discurso de ódio e violência durante o período eleitoral. Em áudios aos quais o jornalista teve acesso e que depois foram analisados pelo TSE, um dos líderes do grupo, o empresário Jackson Villar, defende o uso de violência contra críticos do presidente Jair Bolsonaro. Crédito: Reprodução Pública Organizador de motociatas de Bolsonaro em São Paulo, Villar também diz nos áudios que tem vontade de "meter bala na cabeça do Xandão", e que só não o fez por falta de oportunidade. Após a publicação da matéria, membros do grupo passaram a ameaçar o jornalista.
Em sua determinação para que o Telegram apagasse o grupo, Moraes destaca a presença de "falas odiosas" e de "apologia à prática de atos criminosos e violentos, como agressões físicas a opositores".
Violência e ameaças
Nos áudios divulgados na matéria de Domenici, Jackson Villar também afirma que “cientista político tem que apanhar”, que a população baiana não é confiável e que eleitores de Lula devem ser ameaçados.
Os diálogos aconteceram entre os dias 3 e 23 out/22. Jackson Villar também defendeu vandalismo de urnas eletrônicas e sugeriu que estaria preparado para “quebrar esquerdista no cacete”.
Entidades condenaram os ataques sofridos pelo jornalista da Pública. A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) lembrou que, em 11 anos de existência, a Pública notabilizou-se por trabalhos investigativos jornalísticos premiados no Brasil e no mundo.
"A Abraji insta autoridades públicas a garantir a segurança de Thiago Domenici e investigar os grupos organizados que ameaçam e incitam a violência contra jornalistas. Os ataques de hoje constituem um atentado contra a liberdade de imprensa, que vive o momento mais sombrio desde a redemocratização do país."
Veja abaixo o vídeo do canal da Agência Pública no Youtube com as agressões e ameaças de Jackson Villar:





