Após reportagem, empresários bolsonaristas são alvo de busca da PF por apoio a golpe
Após o colunista Guilherme Amado, do Portal Metrópoles, revelar a existência de um grupo de WhatsApp em que empresários que apoiam o governo do presidente Jair Bolsonaro teriam defendido um golpe de Estado caso o ex-presidente Lula ganhe as eleições, a Polícia Federal cumpriu nesta terça-feira (23) mandados de busca contra 8 membros do grupo.
Atualizado em 23/08/2022 às 17:08, por
Redação Portal IMPRENSA.
do Portal Metrópoles, revelar a existência de um grupo de WhatsApp em que empresários que apoiam o governo do presidente Jair Bolsonaro teriam defendido um golpe de Estado caso o ex-presidente Lula ganhe as eleições, a Polícia Federal cumpriu nesta terça-feira (23) mandados de busca contra 8 membros do grupo.
As buscas foram autorizadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, e têm como base um pedido da Polícia Federal, no âmbito do inquérito das milícias digitais, que mira uma suposta organização criminosa responsável pela disseminação de fake news e ataque às instituições.
Entre os alvos da operação estão Luciano Hang, da Havan, José Isaac Peres, da rede de shopping Multiplan, Ivan Wrobel, da Construtora W3, José Koury, do Barra World Shopping, André Tissot, do Grupo Sierra, Meyer Nigri, da Tecnisa, Marco Aurélio Raymundo, da Mormaii, e Afrânio Barreira, do Grupo Coco Bambu. Crédito: Reprodução redes sociais Após operação da PF, Luciano Hang divulgou áudio em que conversa com o jornalista Guilherme Amado Além das buscas, o ministro Alexandre de Moraes autorizou o bloqueio das redes sociais dos empresários e que eles sejam ouvidos pela PF.
Os mandados foram cumpridos por agentes da PF no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Rio de Janeiro e Ceará.
Antes da operação, o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) havia ingressado com uma petição no STF pedindo a investigação dos empresários bolsonaristas que teriam defendido um golpe para manter Jair Bolsonaro no poder.
Áudio
Em uma das mensagens reveladas pelo Metrópoles, o empresário José Koury diz preferir um golpe à volta do PT. Por sua vez, André Tissot disse que "o golpe teria que ter acontecido nos primeiros dias de governo". Koury teria sugerido o pagamento de bônus a funcionários que votassem em Bolsonaro.
Segundo a PF, as buscas integram uma investigação de ações que visam à ruptura do Estado democrático Direito, crime é previsto no Código de Processo Penal. "
Após a operação da PF, Luciano Hang divulgou uma conversa gravada com o jornalista Guilherme Amado, em que nega ter apoiado qualquer tipo de golpe. No áudio, que foi publicado pela rádio Jovem Pan e está circulando nas redes bolsonaristas, o jornalista nega que a matéria tenha afirmado que Hang defende golpe.
Hang também divulgou uma nota em que afirma que nunca falou sobre golpe ou sobre STF no grupo. "Eu fui vítima da irresponsabilidade de um jornalismo raso, leviano e militante, que infelizmente está em parte das redações pelo Brasil.”
As buscas foram autorizadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, e têm como base um pedido da Polícia Federal, no âmbito do inquérito das milícias digitais, que mira uma suposta organização criminosa responsável pela disseminação de fake news e ataque às instituições.
Entre os alvos da operação estão Luciano Hang, da Havan, José Isaac Peres, da rede de shopping Multiplan, Ivan Wrobel, da Construtora W3, José Koury, do Barra World Shopping, André Tissot, do Grupo Sierra, Meyer Nigri, da Tecnisa, Marco Aurélio Raymundo, da Mormaii, e Afrânio Barreira, do Grupo Coco Bambu. Crédito: Reprodução redes sociais Após operação da PF, Luciano Hang divulgou áudio em que conversa com o jornalista Guilherme Amado Além das buscas, o ministro Alexandre de Moraes autorizou o bloqueio das redes sociais dos empresários e que eles sejam ouvidos pela PF.
Os mandados foram cumpridos por agentes da PF no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Rio de Janeiro e Ceará.
Antes da operação, o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) havia ingressado com uma petição no STF pedindo a investigação dos empresários bolsonaristas que teriam defendido um golpe para manter Jair Bolsonaro no poder.
Áudio
Em uma das mensagens reveladas pelo Metrópoles, o empresário José Koury diz preferir um golpe à volta do PT. Por sua vez, André Tissot disse que "o golpe teria que ter acontecido nos primeiros dias de governo". Koury teria sugerido o pagamento de bônus a funcionários que votassem em Bolsonaro.
Segundo a PF, as buscas integram uma investigação de ações que visam à ruptura do Estado democrático Direito, crime é previsto no Código de Processo Penal. "
Após a operação da PF, Luciano Hang divulgou uma conversa gravada com o jornalista Guilherme Amado, em que nega ter apoiado qualquer tipo de golpe. No áudio, que foi publicado pela rádio Jovem Pan e está circulando nas redes bolsonaristas, o jornalista nega que a matéria tenha afirmado que Hang defende golpe.
Hang também divulgou uma nota em que afirma que nunca falou sobre golpe ou sobre STF no grupo. "Eu fui vítima da irresponsabilidade de um jornalismo raso, leviano e militante, que infelizmente está em parte das redações pelo Brasil.”





